16 / 03 / 2016

Programa Mulher Trabalhadora gera debate sobre a igualdade de gênero no mercado profissional

O programa do MTE promete planos de ação para diminuir a diferença entre homens e mulheres no ambiente de trabalho
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http://carreiras.empregos.com.br/

O Ministério do Trabalho e Emprego lançou na sexta-feira, 11 de março, o Programa Mulher Trabalhadora. A iniciativa tem como objetivo discutir e promover a igualdade entre gêneros no mercado de trabalho e aborda desde  a remuneração salarial até o acesso e a permanência da mulher em diversos cargos.

Qual a importância do tema?

Durante o lançamento, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) divulgou alguns dados que reforçam a necessidade do debate. Enquanto 80% dos homens, negros ou brancos, estão disponíveis para colocação no mercado de trabalho, quase 60% das mulheres sequer apresentam taxa de atividade.

As profissionais já inseridas no mercado, também podem sofrer com a desigualdade. Segundo a pesquisa, os homens ganham, em média, R$ 543 a mais do que as mulheres (R$1.831 contra R$1.288).

Atuar no mesmo cargo e ter as mesmas funções não muda a situação. Dados coletados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) revelam que, quanto maior é o nível de instrução escolar, maior é a diferença de remuneração entre homens e mulheres.

Programa Mulher Trabalhadora e gera debate sobre a igualdade de gênero no mercado profissional

Outras informaçõe relevantes

Além da diferença de remuneração e inserção no mercado, outros pontos serão questionados pelo Programa para a construção de uma sociedade igualitária:

– Dificuldade em alcançar cargos de chefia. As funcionárias podem ter menos oportunidades de promoção nas empresas.

– Assédio moral.

– Violência contra a mulher.

– Responsabilidade do lar. Estima-se que as mulheres dedicam cerca de 25 horas semanais para atividades da casa. Os homens, porém, destinam 10,9 horas de sua rotina semanal para esse fim.

A igualdade entre gêneros visa justiça social. Isso significa que nem todas as regras que funcionam para as mulheres necessariamente funcionarão também com os homens. Condições físicas específicas do sexo feminino demandam a necessidade de leis trabalhistas voltadas apenas às mulheres, o que não descaracteriza a luta por oportunidades iguais entre gêneros no mercado profissional.

Veja mais informações sobre o Programa Mulher trabalhadora.

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