26 / 10 / 2015

Escalada nos call centers

Com crescimento de 10% ao ano, setor é um filão para jovens que desejam expandir a carreira.
por
http://www.empregos.com.br

Por Rômulo Martins

Sandra Ribeiro, 28, ingressou na equipe de atendimento de um call center em 2004. Hoje é responsável pelo treinamento dos coordenadores de operação. Casos parecidos com o de Sandra não são raros no setor de telesserviços, que faturou R$ 6,5 bilhões em 2010, crescimento de 10%, e estima superar R$ 7 bilhões este ano, segundo a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT).

O setor, que é considerado o principal bilhete de acesso dos jovens ao mercado de trabalho, – maior parte dos teleatendentes tem entre 18 e 24 anos – é também um filão para aqueles que desejam fazer carreira. As oportunidades estão tanto na área de atendimento (supervisão, coordenação, gerência) como em outros setores da empresa (marketing, recursos humanos, tecnologia da informação etc).

“A busca de crescimento vai depender de o profissional ser um diferencial na empresa. É preciso se dedicar, ter iniciativa, inovar no dia a dia”, aponta Marcio Moreira, gerente de atendimento do site Empregos.com.br. Outra competência essencial ao jovem que deseja ser promovido, observa Moreira, é o bom relacionamento interpessoal.

Antonio Cláudio Tozzo, superintendente de Desenvolvimento Profissional da DEDIC GPTI, destaca a importância de estar antenado nas tendências do setor, da formação e do aprimoramento constante e da participação nas melhorias dos processos nos call centers.

“Atualmente os processos seletivos estão mais aprofundados e profissionalizados. De modo que um currículo diferenciado, uma boa apresentação nas entrevistas, além de referências de outras empresas e de ex-chefes são fatores que fazem diferença no momento de avaliar o profissional”, ressalta o superintendente.

Comprometimento, prazer por desafios e foco em resultados são outros quesitos analisados em uma promoção, acrescenta Tozzo. “Mostrar paixão por aquilo que faz, ter foco e criatividade fazem com que o profissional cresça e se destaque. Um comportamento colaborativo, a facilidade para o trabalho em equipe, também pesam na hora de promover.”

Mudança de área
Marcio Moreira, gerente do site Empregos.com.br, atesta que a oportunidade de crescimento em outras áreas nos call centers é vasta, porém enfatiza a necessidade da formação técnica ou universitária e até mesmo do investimento em cursos de língua estrangeira. A formação, destaca o gerente, deve ser contínua. “Os executivos ganham bem porque não param de estudar.”

Além da preparação técnica para assumir postos em um setor diferente, Antonio Cláudio Tozzo, da DEDIC GPTI, alerta que o jovem deve analisar as características comportamentais exigidas para atuar em dado campo.

“Para ser assertivo na escolha do cargo é importante levantar informações sobre a área para a qual almeja migrar. Assim, é possível checar se possui as habilidades e competências requeridas ou se é necessário desenvolvê-las. Criar e manter um bom relacionamento interno, inclusive com gestores de outros departamentos, também poderá facilitar a aproximação durante uma seleção interna.”

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