Duas propostas na mesa e nenhuma claramente melhor? A saída é comparar item a item, com números e condições lado a lado. Uma tabela simples resolve o que a memória e a ansiedade confundem. Veja o que colocar em cada linha.
Monte a tabela com oito linhas
- Salário bruto mensal: o fixo combinado, sem variável.
- Variável: comissão, bônus e PLR, com a regra de pagamento e o histórico médio.
- Benefícios em valor: vale-refeição e alimentação por mês, plano de saúde (com dependentes?), previdência com contrapartida.
- Custos do trabalho: deslocamento, estacionamento, refeições fora, custo de home office.
- Jornada e modelo: horas semanais, presencial, híbrido ou remoto, flexibilidade real.
- Crescimento: último ciclo de promoções da empresa, plano de carreira do cargo.
- Estabilidade: tempo da vaga aberta, rotatividade da área, momento da empresa.
- Intangíveis: gestor direto, cultura, aprendizado esperado.
Regras para a comparação ser justa
Some valores anuais, não mensais: inclua 13º e o terço de férias. Use o variável pelo histórico, não pelo teto. Pela CLT (art. 457), comissões e gratificações ajustadas integram o salário; benefícios em cartão, em regra, não integram, mas entram na sua conta de ganho total. Converta benefícios em dinheiro: quanto você gastaria por mês sem o plano de saúde ou o vale-alimentação?
Decida com pesos, não só com soma
Se uma proposta ganha no dinheiro e perde em jornada, atribua peso aos itens que mudam sua vida: flexibilidade, aprendizado, distância. A tabela serve para deixar a troca explícita; a escolha final continua sendo sua.
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Fontes consultadas
Consolidação das Leis do Trabalho, art. 457 (Planalto)
Publicado por Jean Costa.