Um profissional mais velho e uma colega mais jovem olham juntos para a tela de um notebook em um escritório

O mercado de trabalho de 2027 valoriza a experiência acumulada tanto quanto a agilidade digital?

Os dados do IBGE não medem o que cada empresa valoriza, mas mostram quem trabalha e quem usa tecnologia. Veja o que isso significa para a sua carreira em 2027.

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A pergunta é comum em processo seletivo: o que pesa mais, a bagagem de quem já trabalhou muito ou a facilidade com ferramentas digitais? Nenhum dado oficial mede o que cada empresa valoriza. O que existe são números sobre quem trabalha e quem usa tecnologia. Eles ajudam a pensar em 2027 sem cair na falsa escolha entre uma coisa e outra.

O que os números mostram sobre experiência

Segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (divulgada em dezembro de 2025), cerca de 1 a cada 4 pessoas com 60 anos ou mais estava ocupada em 2024. O nível de ocupação desse grupo foi de 24,4%, o maior desde 2012, e a taxa de desocupação foi de 2,9%, contra 6,6% na população em geral.

O rendimento médio habitual do trabalho principal de quem tem 60 anos ou mais foi de R$ 3.108, 14,6% acima da média de quem tem 14 anos ou mais. Entre os mais velhos, 43,3% trabalhavam por conta própria.

Um levantamento da Nexus com base na Pnad Contínua, noticiado pela Agência Brasil em junho de 2026, indica que o número de pessoas com 60 anos ou mais ocupadas passou de 5,7 milhões para quase 8,8 milhões entre 2016 e 2025. O estudo e os analistas ouvidos apontam como fatores a reforma da Previdência de 2019 e a necessidade de complementar renda. Ou seja, parte desse crescimento vem de necessidade, e a reportagem destaca que 53% dos ocupados com 60 anos ou mais estavam na informalidade, contra 38% na população geral.

Esses dados não provam que empresas valorizam mais a experiência. Mostram que trabalhadores mais velhos estão presentes no mercado e que muitos continuam trabalhando por escolha ou por precisão.

O que os números mostram sobre o digital

Na Pnad Contínua TIC 2024, o IBGE estimou 168 milhões de usuários de internet no Brasil, 89,1% da população com 10 anos ou mais. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o uso passou de 44,8% em 2016 para 69,8% em 2024, e 87,9% dos que usam a rede o fazem todos os dias.

Ou seja, o digital já faz parte da rotina de quase todo mundo. A diferença hoje está menos em usar internet e mais em usar bem as ferramentas de cada função.

O que isso significa para a sua carreira

  • Experiência precisa aparecer em resultado. Em vez de listar anos de casa, conte o que mudou por causa do seu trabalho: prazo, custo, qualidade, equipe.
  • Habilidade digital é por função. Descubra quais ferramentas as vagas do seu cargo citam e aprenda as que aparecem com frequência.
  • Mostre as duas coisas juntas. Um exemplo de projeto em que você usou uma ferramenta nova para resolver um problema antigo vale mais que dizer que “é adaptável”.
  • Pergunte na entrevista. Quais sistemas o time usa? Existe treinamento? Quem ensina quem? A resposta mostra se a empresa trata experiência e tecnologia como complementares.
  • Quem está há muitos anos na mesma área pode começar por um curso curto, uma certificação ou um projeto prático, sem esperar uma mudança de cargo.

O que olhar em 2027

Acompanhe os dados oficiais: o IBGE divulga a Pnad Contínua todo mês e, para o trimestre de junho a agosto de 2026, a taxa de desocupação foi de 5,3%. Um mercado com desocupação baixa tende a dar mais opções, mas as vagas variam por região, setor e formação. Compare vagas reais do seu cargo em vez de confiar em frases genéricas.

Veja vagas que combinam com você

Veja vagas no empregos.com.br e compare o que cada cargo pede de experiência e de ferramentas.

Fontes

Publicado por Jean Costa