Profissional de RH conversando com uma colaboradora em sala de reunião de empresa brasileira. Imagem ilustrativa gerada por IA.

NR-1 e riscos psicossociais: o que o RH precisa organizar para prevenir problemas

2 min de leitura

Excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e falhas na organização do trabalho deixaram de ser apenas temas de clima. Pela NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), esses fatores entram no gerenciamento de riscos das empresas. Para o RH, a pergunta prática é: por onde começar?

O que a norma pede e o que está em discussão

As alterações da NR-1 passaram a exigir identificação, avaliação e gerenciamento de fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho. A matéria do g1 de 25/09/2026 informa que a norma entrou em vigor em maio e que as empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir esses riscos, como sobrecarga, pressão constante, assédio e problemas na organização do trabalho.

Ao mesmo tempo, o tema está no Supremo Tribunal Federal. Segundo o próprio STF, em 24/09/2026 o ministro André Mendonça prorrogou por mais 90 dias a suspensão de multas e outras sanções ligadas à inclusão desses fatores nas regras de gerenciamento de riscos, na ADPF 1316, para buscar uma solução consensual entre as partes. A decisão não suspende a norma inteira. A situação pode mudar durante a conciliação, por isso vale conferir as fontes oficiais antes de tomar decisões e contar com o apoio do jurídico e da área de saúde e segurança do trabalho.

Por onde o RH pode começar

  • Mapear fatores de risco por área. Jornadas longas, metas, volume de demandas, relação com liderança e canais de denúncia são pontos de partida.
  • Ouvir os times. Pesquisas internas, conversas por equipe e dados de afastamento e absenteísmo ajudam a enxergar onde estão os problemas.
  • Registrar no gerenciamento de riscos. O que for identificado precisa constar nos documentos de gestão de riscos da empresa, com responsáveis e prazos.
  • Definir ações de prevenção. Redistribuir tarefas, rever metas, treinar lideranças e fortalecer canais de acolhimento são exemplos.
  • Acompanhar e revisar. Riscos mudam. Reavalie periodicamente e registre o que foi feito.

Cuidados

As ações acima são sugestões práticas de organização, não uma lista oficial de exigências. O MTE publicou um guia sobre fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, que vale como referência para orientar a empresa. Cada negócio tem realidades próprias, e o ideal é construir o plano com apoio de profissionais de SST e do jurídico.

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Fontes consultadas

STF: Relator prorroga suspensão de sanções sobre riscos psicossociais no trabalho (24/09/2026)

g1: STF mantém suspensão de multas da NR-1 por mais 90 dias (25/09/2026)

MTE: Guia de informações sobre os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho

Publicado por Jean Costa.