Mais vagas não significam necessariamente vagas melhores. Para avaliar o emprego formal, vale olhar o saldo, o salário, o setor, a região e a informalidade. Este texto reúne números oficiais recentes para ajudar a ler esse cenário.
Os dados se referem a períodos específicos e são agregados. Eles ajudam a entender tendências, mas não indicam quantas vagas existem para o seu perfil.
O saldo do emprego formal
Em agosto de 2026, o Novo Caged registrou saldo de 165.827 empregos formais, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Em 12 meses, o saldo foi de 887.708. É importante lembrar que saldo é a diferença entre admissões e desligamentos, e não o número de vagas abertas.
Salário de admissão
O salário médio de admissão foi de R$ 2.410,74 no mês. No comércio, foi de R$ 2.126,05, e em administração pública, educação, saúde e serviços sociais, R$ 2.656,68. A média mostra o valor pago em novas contratações, que pode ser diferente do que a empresa paga a quem já está nela.
Setores e regiões
O saldo positivo se concentrou em Serviços (+110.346), seguido por Construção (+20.848), Indústria (+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária (+1.452). Por região, o Sudeste teve o maior saldo (+73.167), seguido por Nordeste (+59.356), Norte (+13.603), Sul (+10.850) e Centro-Oeste (+8.699).
Informalidade
Na PNAD Contínua do 2º trimestre de 2026, 74,4% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada e a taxa de informalidade era de 37,4%. Isso mostra que parte relevante dos trabalhadores atua sem vínculo formal.
Como usar esses números
Compare o setor e a região em que você quer trabalhar, olhe as vagas abertas e os requisitos e confira o contrato (registro em carteira, jornada, benefícios). Números gerais não substituem a pesquisa de vagas concretas.
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Fontes consultadas
Ministério do Trabalho e Emprego: Novo Caged, sumário executivo de agosto de 2026
IBGE: PNAD Contínua, 2º trimestre de 2026
gov.br: Sine e os serviços oferecidos
Publicado por Jean Costa.