Pequenos deslizes pesam na decisão. Veja seis atitudes comuns que vale evitar e como o recrutador pode enxergá-las com justiça.
Por que pequenos sinais pesam
Uma entrevista dura pouco tempo, e o entrevistador usa o que observa para estimar como a pessoa trabalhará. Isso não significa que um deslize elimine alguém, mas padrões repetidos chamam a atenção. Os pontos abaixo são observações práticas, não uma pesquisa.
Seis atitudes que costumam atrapalhar
- Chegar atrasado sem avisar ou sem pedir desculpas;
- Não ter pesquisado nada sobre a empresa e a vaga;
- Falar mal de empregadores anteriores;
- Usar o celular durante a conversa;
- Dar respostas muito vagas, sem exemplos concretos;
- Não fazer nenhuma pergunta ao final.
O outro lado: avaliar com justiça
Quem entrevista também precisa ter cuidado. Perguntas devem ser relacionadas à função e iguais para todos. A Lei 9.029/1995 veda discriminação por sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, idade e outros critérios. Evite julgar por sotaque, aparência ou estilo de comunicação sem relação com o trabalho.
Dicas para o candidato
Treine respostas com exemplos reais, confirme o endereço e o trajeto com antecedência e prepare duas ou três perguntas sobre a rotina da vaga.
Como o candidato pode se preparar
Pesquise o que a empresa faz, leia o anúncio com atenção e prepare duas histórias reais, usando o formato situação, ação e resultado. Treine explicar sua trajetória em dois minutos. Leve perguntas sobre a rotina da vaga, a equipe e o processo seletivo. Chegue com dez minutos de antecedência ou, em entrevista online, teste câmera, áudio e conexão antes.
Como o recrutador pode reduzir vieses
- Usar roteiro e critérios iguais para todos;
- Registrar notas logo após cada entrevista;
- Evitar decidir com base na primeira impressão;
- Incluir mais de um entrevistador;
- Rever, de tempos em tempos, quem é aprovado e quem é descartado, para identificar padrões injustos.
Perguntas que devem ser evitadas
Perguntas sobre gravidez, planos de ter filhos, estado civil, religião, orientação sexual ou posicionamento político, quando não têm relação com a função, podem configurar discriminação. A Lei 9.029/1995 proíbe exigir atestados de gravidez e esterilização e outras práticas discriminatórias. Em caso de dúvida, consulte o RH ou o jurídico.
Depois da entrevista
Envie um agradecimento curto, se for candidato. Se for recrutador, dê retorno em prazo combinado, mesmo para quem não foi escolhido. Esse cuidado melhora a imagem da empresa e a experiência de quem participa.
Fontes
- Lei 9.029/1995 (práticas discriminatórias) - Planalto
- Ministério do Trabalho e Emprego
- LGPD (Lei 13.709/2018) - Planalto
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Publicado por Jean Costa