Dois profissionais de terno apertando as mãos em uma sala de reunião corporativa, com uma pasta de políticas sobre a mesa

Código de vestimenta nas organizações: parâmetros legais e tendências contemporâneas

Análise do padrão de vestimenta no ambiente de trabalho: fundamento na CLT, entendimento do TST sobre uniformes e recomendações para empregadores e profissionais.

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O código de vestimenta, também denominado dress code, integra a rotina de gestão de pessoas das organizações. Nos últimos anos, observa-se a adoção de padrões mais flexíveis, em que trajes casuais elegantes coexistem com a vestimenta formal. Este artigo apresenta o fundamento legal do tema, o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e orientações práticas.

O artigo 456-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) atribui ao empregador a definição do padrão de vestimenta no ambiente laboral. Conforme divulgado pelo TST, a exigência de uniforme é, em regra, lícita. O poder de definir o padrão, contudo, não é absoluto e encontra limites nos direitos do trabalhador.

Custeio das vestimentas exigidas

O Precedente Normativo 115 do TST estabelece que, quando a empresa exige uniforme, este deve ser fornecido gratuitamente ao empregado.

Em decisão de 2021, a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST examinou caso em que a empresa exigia de empregados calça e camisa social pretas e sapato social. O colegiado entendeu que havia um código de padronização de vestimentas que se equipara ao uso de uniforme. Em consequência, a empresa deve fornecer as peças exigidas e ressarcir as despesas de quem as tenha adquirido. A decisão foi por maioria, e o processo retornou à Vara do Trabalho para prosseguimento da ação civil pública.

Limites ao poder diretivo

A exigência de vestimenta deve observar a dignidade do trabalhador. Segundo a magistrada ouvida na reportagem do TST, o uniforme não pode ridicularizar a pessoa, e as convicções filosóficas e religiosas do empregado devem ser consideradas. A exceção ocorre quando razões de segurança e saúde no trabalho tornam essencial determinada peça.

Recomendações a empregadores

  1. Formalizar o padrão em documento acessível, como política interna ou guia de conduta.

Descrever com clareza o que é permitido, para reduzir interpretações subjetivas.

Avaliar se a exigência de peças específicas implica fornecimento ou ressarcimento.

Prever tratamento adequado a situações de crença religiosa, saúde e segurança.

Revisar periodicamente o padrão, considerando setor, atendimento a clientes e modelo de trabalho (presencial ou híbrido).

Recomendações a profissionais

  1. Consultar o padrão de vestimenta durante o processo seletivo.

Adotar, no início, um nível de formalidade ligeiramente superior ao observado.

Manter o cuidado com a apresentação, independentemente do estilo adotado.

Em caso de divergência quanto a custos ou exigências, buscar orientação do sindicato da categoria ou de advogado trabalhista.

Considerações finais

O dress code contemporâneo combina a liberdade de escolha com o dever de adequação ao contexto profissional. Para as organizações, a clareza da regra e o respeito aos limites legais reduzem conflitos. Para os profissionais, conhecer o padrão da empresa contribui para uma boa inserção.

Oportunidades profissionais

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Fontes

TST: Empresa de vestuário vai ressarcir empregados por exigência de dress code em suas lojas

Publicado por Jean Costa