Muito fôlego e jogo de cintura na profissão de promolter

O dia começa com algumas horas de malhação, em alguma academia badalada da cidade de São Paulo.
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por Camila Micheletti
O dia começa com algumas horas de malhação, em alguma academia badalada da cidade de São Paulo. Depois da pausa para o almoço, é hora de pegar no batente, seja no banco, no escritório ou em qualquer outro lugar. Quando o dia termina, a correria está apenas começando. Após as aulas da faculdade, é hora de se produzir para a balada, e acabar a noite dançando e se divertindo ao lado de gente bonita e de bem com a vida. Parece um dia perfeito, não? Pois é assim que vivem alguns poucos jovens muito sortudos, que trabalham como promoters e ganham dinheiro fazendo o que mais gostam: conhecendo pessoas que levam para eventos e festas badaladas da cidade, através dos flyers – convites e cupons de desconto com a indicação da festa e nome do promoter.

De acordo com Mario Levi, sócio-diretor da Mario Levi Events and Productions, empresa de promoção no setor de entretenimento noturno, a área de eventos é muito gostosa e gratificante, mas a profissão de promoter exige dedicação e muitos, mas muitos contatos. Mario conta que não adianta entregar convites para todo mundo e ficar só nisso, a equipe trabalha pesado, em um esquema que envolve prazos e metas. Segundo o empresário, o mercado está em franca expansão, justamente pela quantidade de casas noturnas em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. “Com a expansão do setor de entretenimento e com a proliferação de danceterias e bares na cidade, fica praticamente impossível abrir e manter uma casa noturna em São Paulo sem contar com os serviços das equipes de promoção. Hoje um empresário da noite precisa muito mais que um bom ponto, decoração e Dj”. Mario afirma que existem cerca de quatro empresas que atuam nesse mercado em SP, que ficam responsáveis por dias específicos em danceterias e bares, e através de um esquema que chega a envolver o trabalho de cerca de 30 pessoas, conseguem manter a casa cheia e, principalmente, bem freqüentada, garantindo o sucesso da “balada” e do empreendimento.

“É através da sua capacidade de relacionamentos que você consegue levar as pessoas para o evento, portanto é fundamental se relacionar bem com todo mundo”, explica Mário, que já atua há sete anos neste segmento. Ele explica que o contato com as pessoas se dá nos próprios lugares que você freqüenta. “Pode ser na academia, na escola de inglês ou no colégio. O importante é o número e nível das pessoas que estarão no evento por sua causa”, afirma. Ficou interessado? A proposta é mesmo muito atraente, mas não é todo mundo que pode trabalhar como promoter. “É fundamental ter muito pique, gostar do que faz e, acima de tudo, ser muito carismático. Você tem que fazer as pessoas se interessarem pelo evento que você está divulgando. A concorrência entre as casas noturnas hoje é muito grande, então só mesmo com promoção para levar um público numeroso, mas ao mesmo tempo qualificado”, comenta Richard Derze Junior, de 21 anos, que já trabalha com a equipe do Mario Levi há um ano e seis meses e começou neste ramo por indicação de um amigo.

Mas como começar, se não tenho experiência alguma com eventos? Mario Levi explica que, para atuar como promoter, a pessoa não precisa necessariamente ter experiência anterior. É importante ter contatos e ter poder de persuasão, para convencer as pessoas de que a casa que você está divulgando é a melhor. Na Mario Levi é possível inclusive fazer um período de estágio, para conhecer melhor a profissão e saber se é isso mesmo que você quer fazer. “Para quem é jovem, estuda e gosta da noite, é um negócio muito legal. Normalmente essa pessoa não consegue um emprego bom porque ainda é muito jovem e não tem experiência, então ser promoter aparece como uma alternativa interessante, por que você se diverte e ainda ganha uns trocados”, explica o proprietário da agência.

Normalmente, o promoter tem entre 16 e 30 anos, é extrovertido, gosta de curtir a noite e faz amizades muito fácil. O início é difícil, como em qualquer outra profissão. O jovem começa distribuindo convites para seus amigos e conhecidos e ganha convite VIP para entrar na casa e consumir o que quiser. Depois de algum tempo ele começa a receber uma comissão pela quantidade de pessoas que trouxer à casa, algo em torno de 200 a 300 reais inicialmente. Com o tempo de casa e experiência o valor vai aumentando, e hoje um profissional tarimbado, que conheça muita gente e já seja conhecido no meio consegue faturar até 4.000 reais.

Quando chega neste patamar, o promoter deixa de ser promoter. Sim, porque a profissão tem três níveis: promoter, que é o nível iniciante; braço direito do chefe de promoção, pessoa mais experiente, que ajuda na criação dos flyers e coordenação dos promoters, e o chefe de promoção, que lidera a equipe e faz a negociação com as casa noturnas. Para estes dois últimos cargos, Mario Levi reitera que a experiência é importante e é um pré-requisito na contratação. “Uma pessoa mais Top não vai ficar distribuindo convites na rua. Neste caso, ela atua na coordenação do pessoal e também na organização dos outros eventos que fazemos, como grandes festas de faculdades e boates, shows, formaturas, entre outros eventos de grande porte, como o Mercado Mundo Mix”, explica.

Gostou da idéia? Quer uma desculpa para freqüentar festas badaladas, se divertir, conhecer gente nova e ainda sair no lucro? Mande seu currículo para o Mario e aguarde. Com certeza, seus pais nunca mais vão reclamar das suas baladas no meio da semana … e no fim de semana também.

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