02 / 11 / 2013

Entrevista – Plínio Musetti

Eleito como o Executivo de Finanças do Ano, Plínio Musetti, de 46 anos, recebeu do IBEF (Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças) o troféu “O Equilibrista”, principal premiação da área de finanças no Brasil.
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presidente da Elevadores Atlas Schindler

Eleito como o Executivo de Finanças do Ano, Plínio Musetti, de 46 anos, recebeu do IBEF (Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças) o troféu “O Equilibrista”, principal premiação da área de finanças no Brasil. Musetti é presidente da Elevadores Atlas Schindler S.A, empresa do Grupo Schindler que produz, moderniza e presta serviços de manutenção em elevadores, escadas e esteiras rolantes. “O Equilibrista” é um prêmio único no mercado, pois leva em conta toda a carreira do profissional. Para concorrer, o executivo deve ter uma história de conduta pessoal e profissional idônea, além de estar no mínimo há 10 anos na área financeira e ocupar um cargo de direção ou gerência.

Empregos.com.br – Conte um pouco sobre sua trajetória profissional. Como começou sua carreira e como chegou até a presidência da Elevadores Atlas Schindler?
Plínio Musetti – Sou formado em engenharia civil e administração de empresas. Comecei trabalhando como engenheiro em obras até que fui para a Villares participar da construção de novas fábricas. Depois de algum tempo na empresa fui convidado para trabalhar na área financeira onde fiquei durante 9 anos, desempenhando diversas funções. Em 1992 passei a ser diretor comercial da Atlas, que era uma divisão da Villares e no ano seguinte (1993) passei a ser presidente. Fiquei na presidência da Atlas até 1999, quando aconteceu a fusão com a Schindler e assumi a presidência da nova Elevadores Atlas Schindler.

Empregos.com.br – Por que aconteceu essa mudança de áreas, passar da engenharia para a área de finanças?
Plínio Musetti – Apesar de eu ter uma formação mais técnica sempre tive um perfil generalista. Me interesso muito por funções abrangentes e posso dizer que a área que estou agora tem mais o meu perfil.

Empregos.com.br – O que significou ser eleito o “Executivo de Finanças do Ano” ?
Plínio Musetti –
Sem dúvida nenhuma, foi uma honra muito grande. Mesmo sem estar diretamente ligado à área de finanças há mais ou menos 8 anos, foi uma satisfação muito grande saber que meus colegas lembraram de mim, principalmente pelo fato de a votação do IBEF ser aberta, ou seja, um processo de eleição sem candidato onde o que conta são os profissionais mais lembrados.

Empregos.com.br – Esse prêmio está trazendo algum reflexo para sua carreira?
Plínio Musetti –
O que muda é mais do ponto de vista pessoal, pois é bom saber que as pessoas acreditam que você está fazendo um bom trabalho – mesmo depois de tanto tempo de profissão, é bom ganhar um pouco de autoconfiança!

Empregos.com.br – Na sua opinião, existe algum segredo profissional para se chegar até o “Prêmio Equilibrista” ?
Plínio Musetti –
Acho que não existe nenhum segredo, a carreira é construída por um conjunto de atitudes. Pessoalmente acredito que o ponto mais marcante na vida profissional de uma pessoa é a ética, sempre levei isso muito em consideração na minha vida e acho que foi uma das coisas que me fez ser escolhido para receber o Prêmio Equilibrista.

Empregos.com.br – Qual a responsabilidade de ser escolhido como pessoa representativa da nova geração de profissionais pró-ativos e polivalentes?
Plínio Musetti –
Na verdade não me considero um representante, mas acho que qualquer profissional precisa ter muita humildade para ser reconhecido em sua área e transmitir aquilo que sabe para as outras pessoas.

Empregos.com.br – O sr. está conduzindo o processo de integração entre a Atlas e a Schindler. Quais as maiores dificuldades que enfrentou ou está enfrentando nessa situação?
Plínio Musetti –
Nunca tinha passado por um processo desse tipo antes, mas está sendo extremamente interessante, desafiante e também desgastante. A Atlas e a Schindler são duas empresas que se completam e por isso a integração dos produtos não foi tão difícil assim. Mas com as pessoas é diferente, pois é complexo integrar profissionais que vêm de culturas empresariais diferenciadas. Foi preciso criar um lema que mostrasse o que queríamos dessa “nova” empresa, algo como – ser uma empresa nova que guarda a experiência de duas empresas anteriores mas sem se prender a elas “melhor mas diferente”!

 

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