01 / 10 / 2012

Delícias que valem ouro

Quando o empreendedor é bom, até uma simples brincadeira pode se transformar no negócio da sua vida e trazer muitos lucros
por
http://www.empregos.com.br

por Camila Micheletti

“A criatividade é a alma do negócio”. Esse é o lema de Paula Lima Azevedo, empresária e proprietária da Sweet Brazil, fábrica de chocolates que existe há 15 anos e hoje é líder no setor de chocolates artesanais. A paulistana conta que começou meio que de brincadeira: “Estávamos na Páscoa de 1991 e eu e minha irmã decidimos fazer uns ovos e passamos para os amigos. Eles gostaram e foram repassando para os outros, e meio que sem querer eu comecei a receber pedidos de encomendas e não parei mais”.

O diferencial de Paula é a criatividade e o cuidado com que cria os produtos, que são feitos de maneira artesanal até hoje. Ovinhos, coelhos, caixas, pirulitos, raquetes de tênis… Para ela, tudo pode transformar-se em chocolate, sempre de uma maneira divertida, que inclui muitas cores, formas diferenciadas e sofisticação. “Havia um nicho nesse mercado de chocolates que ainda não havia sido explorado e eu entrei na hora certa. Fui a primeira a usar cores e fazer chocolate com arte e design. Para uma pessoa que joga tênis, por exemplo, faço uma raquete de chocolate. As pessoas gostam justamente por que é personalizado”, explica a empresária.

A empresa começou na cozinha de casa, literalmente, e aos poucos foi ganhando espaço na vida de Paula, que é publicitária e trabalhava em uma agência de publicidade na época. Ela afirma que a empresa precisou de um investimento inicial de cerca de R$ 1000 reais, para adquirir equipamentos de cozinha, e já conseguiu obter o dobro do dinheiro investido logo na primeira Páscoa. “Sempre fui muito marqueteira e soube aproveitar as oportunidades. Não acredito em sorte, acredito em competência e trabalho”. E isso a empresária tem de sobra. No começo ela passava madrugadas inteiras na cozinha fazendo os chocolates, perdeu muitas noites de sono, mas jamais deixou de entregar uma encomenda. É um comprometimento que todo empreendedor deve ter, mesmo depois do negócio já estar consolidado. Até hoje, Paula faz questão de supervisionar pessoalmente a fabricação dos produtos, e se não estiver do jeito que ela gosta, o lote é suspenso e nada é vendido.

Hoje, a empresa tem 20 funcionários, produz mais de 10 toneladas de chocolate por ano e tem seus produtos vendidos para para mais de 200 empresas. A empreendedora afirma que cometeu alguns erros ao longo desses 15 anos, como elitizar demais o produto e perder oportunidades de exportar para outros países. Como toda pequena empresa, o negócio também passou por muitos altos e baixos, incluindo uma depressão de Paula, em virtude do excesso de trabalho e stress. “Tenho alguns planos para o futuro, mas o mais importante deles é transformar a Sweet Brazil numa pequena indústria”, afirma ela, determinada. Quais os conselhos ela daria para quem está começando? “Seja um batalhador, não tenha medo de crescer e enfrentar novas oportunidades, seja muito correto com fornecedores e, acima de tudo, nunca desista, mesmo com os obstáculos que possam aparecer ao longo do caminho”.

O resultado disso tudo é que Paula virou uma chocólatra inveterada. “Depois da Sweet Brazil nunca mais fui a mesma, hoje não consigo viver sem chocolate”, brinca ela, assumidamente apaixonada pelo seu negócio.

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