Como tratar questões delicadas na sua entrevista de emprego?

Quem deseja uma nova oportunidade deve se preparar para esse etapa do processo seletivo, e saber como responder a todas as perguntas, até as mais difíceis
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Todo aquele que esteja participando de um processo de recrutamento e seleção – ou deseja participar – deve estar preparado para responder questões relacionadas à sua experiência profissional, formação acadêmica, perfil pessoal, entre outras.

Mas, há aquelas que são mais delicadas, pois suscitam dúvidas do candidato de como respondê-las.

Nem precisaria dizer que o candidato deve adotar uma conduta ética perante o entrevistador, respondendo sempre ao que for perguntado, de maneira objetiva, concisa e verdadeira.

Há aquelas questões bastante usuais como “Fale-me sobre você.”, “Quais seus pontos fortes e fracos?”, “O que conhece sobre esta organização?”, “Porque deveríamos te contratar?” e mais uma infinidade de outras que deseja avaliar vários parâmetros, como sua capacidade de articular, a fluência verbal, o raciocínio ou mesmo por curiosidade e interesse do recrutador.

Há, por outro lado, algumas outras perguntas que podem deixar o candidato inseguro ou desconsertado sobre como abordar. São exemplos, as clássicas “Qual sua pretensão salarial?”, “Por que você foi demitido?”, “Qual a sua religião?” ou “Qual sua orientação sexual?”.

É óbvio que perguntas que tenham conotação muito íntima – religião e orientação sexual, por exemplo – nem deveriam fazer parte da seleção, mas há recrutadores que abusam da falta de bom-senso! Podem até servir para atender a uma curiosidade do entrevistador, mas em nada influenciam na performance do profissional em análise.

Afora os exemplos acima, uma das principais saias justas em um processo de seleção é quando o entrevistador busca saber o contexto em que o candidato foi desligado (ou se desligou) da empresa anterior.

O assunto é delicado e exige certo jogo de cintura do candidato. Este pode responder que ele e a empresa (ou o chefe) possuíam pontos de vistas diferentes sobre um ou outro tema, mas que ele não se sentia mais motivado a permanecer na organização.

Pode, também, informar que, apesar de identificar congruência com os valores da empresa, que preferiu buscar novas experiências em outras corporações. Sempre será o caso a caso e, portanto, não há receita de bolo. No entanto, é fundamental tomar cuidado para não prejudicar a própria imagem ou falar mal da companhia.

Outro tema bastante frequente nas entrevistas relaciona-se à pretensão salarial. Não existe a “melhor” resposta, mas sim, a mais adequada a cada situação.

Importante é que o candidato prepare-se antes da entrevista. Para isso, pode pesquisar o nível salarial de profissionais que exerçam o mesmo cargo, com o nível de experiência similar e que trabalham no mesmo setor.

Depois, durante a entrevista de emprego, deve responder, preferencialmente não apresentando um valor absoluto, mas sim, uma faixa salarial, deixando claro que encontra-se disponível para negociar.

Trazer para a discussão também que o salário é somente um dos elementos importantes, já que todo o pacote de remuneração, que inclui benefícios, pode e deve ser considerado no debate. Ou seja, eventualmente, o salário é menor que o esperado, mas os benefícios oferecidos são bastante atraentes. Há que se avaliar!

Com frequência, os recrutadores também indagam “O que você fez de bom no seu último emprego?”. Esteja preparado para responder suportado por dados legítimos. Talvez seja uma grande oportunidade de mostrar ao que veio e como pode contribuir objetivamente com a empresa.

Para isso, identifique realmente o que desenvolveu, criou ou realizou na empresa anterior, quantificando numericamente os resultados. Lembre-se da máxima “contra fatos não há argumentos!”.

Aqui fica uma última dica: não prepare-se para responder o que acha que o recrutador deseja ouvir. Dê respostas originais e verdadeiras, pois isso é essencial para garantir o sucesso em uma entrevista de emprego.

Boa sorte!

colunista alexandre prado

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