04 / 10 / 2016

Emprestei meu nome e não pagaram a dívida. E agora?

Apenas 11% de quem empresta o nome recebe o valor integral da dívida, segundo pesquisa do SPC Brasil
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Emprestar o nome para um conhecido comprar um bem ou entrar em um financiamento é a 4ª maior causa de inadimplência no Brasil, segundo uma pesquisa do Boa Vista SCPC. O empréstimo de nome está apenas atrás de desemprego, descontrole financeiro e diminuição de renda. Assustador, não?

“É um risco que sempre quem empresta o nome corre, pois é ele que sofre todas as consequências, e não quem pegou o dinheiro emprestado. Se não houver pagamento, não há ônus nenhum para quem usou o dinheiro”, explica Flávio Calife, economista do Boa Vista SCPC.

Um em cada dez inadimplentes ficam com o nome sujo por essa razão, principalmente por emprestar o nome para amigos (27%) e irmãos (21%), segundo uma pesquisa do SPC Brasil.

Isso significa que você pode ser impedido de assumir um financiamento em qualquer banco ou de parcelar novas compras em qualquer loja do mercado, por exemplo, por até cinco anos. E não há nada que se possa fazer diante do credor, já que permitiu que um terceiro se passasse por você.

COMO PREVENIR A MÁ FÉ
Nada garante que você receberá de volta o dinheiro que emprestou e que você não ficará com o nome sujo pela inadimplência do outro. No entanto, se você já emprestou seu nome, algumas iniciativas ajudam a prevenir esse risco.

Uma delas é elaborar um contrato, você mesmo, que sirva como prova judicial de que o outro deve a você esse dinheiro.

“O documento não precisa ter palavras complexas e termos jurídicos. É só os dois assinarem um papel que descreve o valor da dívida e a forma e a data de pagamento”, orienta Vívian, do SPC Brasil.

Uma nota promissória ou um cheque predatado substituem esse documento e também reduzem o risco de não pagamento da dívida.

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Fonte: Exame

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