26 / 07 / 2016

3 investimentos para quem ganha até R$ 1.000

Conheça as opções de investimentos que têm a melhor rentabilidade para pequenos investidores
por
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Você finalmente decidiu que vai fazer uma reserva financeira, guardar 100 reais por mês ou menos. Ou então ganhou um dinheiro extra, menos de R$ 1.000, e quer investir esse valor, mas ouve por aí que a poupança rende pouco.

De fato, há outros investimentos seguros, que acompanham a taxa básica de juros, a Selic, e têm rendimentos superiores à poupança.

Mas qual o mais indicado para quem tem pouco dinheiro para investir e quer ter esse recurso à disposição a qualquer momento, para uma eventualidade? Compare as opções a seguir e entenda:

TESOURO SELIC
Dá para investir a partir de 30 reais no Tesouro Direto, o investimento preferido de muitos consultores financeiros. Comprar um título do Tesouro pode ser igualmente simples, mais seguro e mais rentável do que investir na caderneta de poupança. O investidor empresta seu dinheiro ao governo, que o remunera por isso.

Ele é um investimento de renda fixa, ou seja, o investidor consegue prever de que forma seu dinheiro será remunerado no momento da aplicação. O Tesouro Selic paga ao investidor a variação da taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

É o mais rentável do mercado para quem vai investir até R$ 1.000. Isso porque ele paga sempre 100% da variação da taxa Selic, não importa quanto o investidor aplique.

Outra vantagem do Tesouro Selic é a liquidez diária. Ou seja, não importa o prazo estabelecido ao fazer a aplicação, o investidor pode resgatar o dinheiro a qualquer momento, com rentabilidade.

Quanto custa?
Ao comprar qualquer título no Tesouro Direto, o investidor paga uma taxa de custódia de 0,3% ao ano para a BM&F Bovespa, não importa a corretora escolhida. Também pode ter que pagar uma taxa de corretagem, de até 2% ao ano, conforme a corretora. Algumas instituições não cobram essa taxa. Veja as taxas cobradas por cada instituição.

Assim como outras aplicações de renda fixa, os títulos públicos são tributados pelo Imposto de Renda.

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CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO (CDB)
O valor mínimo para comprar um CDB varia de um banco para o outro, mas é certo que você consegue aplicar com menos de R$ 1.000. É provável que essa seja a opção de investimento mais indicada pelo gerente do banco, mas ela não é a preferida dos planejadores financeiros para quem tem poucos recursos disponíveis.

Ao comprar um CDB, o investidor empresta dinheiro para a instituição financeira e recebe uma remuneração por isso. O banco empresta o dinheiro a outros clientes e, para garantir lucro, paga uma taxa menor ao investidor do que a que cobra para emprestar aos tomadores de crédito.

O mais comum é que os CDBs sejam pós-fixados e atrelados à taxa DI (CDI), o que significa que eles pagam ao investidor certo percentual dessa taxa, que está próxima à Selic.

Muitos CDBs oferecem liquidez diária, ou seja, permitem o resgate do valor investido a qualquer momento. No entanto, as melhores remunerações são obtidas nos CDBs de longo prazo, o que significa que ele não é a aplicação mais indicada para uma reserva de emergência.

Quanto custa?
Os bancos não cobram taxas de administração para incentivar que seus clientes comprem CDBs. Mesmo assim, a rentabilidade de um Tesouro Selic pode ser muito maior para valores abaixo de R$ 1.000. Os CDBs também são tributados pela tabela regressiva do Imposto de Renda.

FUNDOS DI
Provavelmente seu banco vive oferecendo um fundo de investimento. Os fundos DI costumam ser indicados a quem tem pouco dinheiro para investir e gostaria de deixar toda a responsabilidade nas mãos do gestor da aplicação, que não tem prazo de vencimento.

Eles aplicam majoritariamente em investimentos de renda fixa que acompanham as variações da taxa DI. Mas é preciso prestar atenção às taxas de administração, que podem ser bem altas, principalmente se você investe pouco dinheiro.

Como os fundos DI não compram ativos de risco, dificilmente atingem 100% da taxa DI devido a cobrança das taxas de administração. Mas há liquidez diária.

É importante lembrar que, com a mudança nas regras de classificação dos fundos promovida pela Anbima (associação de entidades de mercado) em 2015, os fundos DI deixaram de ter uma denominação própria. Com isso, eles foram incorporados à classe de fundos de renda fixa.

As próprias gestoras puderam determinar para qual subcategoria os fundos DI iriam —a maioria foi para “Fundos de Renda Fixa Duração Baixa Soberano” ou “Fundo de Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento”.

Quanto custa?
A taxa de administração costuma variar entre 1% e 5% ao ano, o que é muito para um investimento considerado conservador.

Além disso, o desconto de IR é cobrado por meio do sistema de tributação conhecido como “come-cotas”, no qual o imposto é cobrado duas vezes ao ano (em maio e novembro) e é deduzido por meio da redução do número de cotas do fundo.

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Fonte: Exame

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