22 / 10 / 2015

Você é um workaholic?

Responda sinceramente: você escova os dentes pensando na sua agenda do dia? Fica “só um pouquinho” depois do horário para ler um relatório? Não viaja no fim-de-semana com a família porque vai trabalhar?
por
http://www.empregos.com.br

por Cristina Amorim

 

Bem, se você disse sim para uma dessas perguntas, é provável que tenha uma forte tendência a workaholism, ou seja, vício em trabalho.

Os workaholics, pessoas que trabalham em demasia, formam um grupo em crescimento. Apesar de não existirem estudos que os quantifique, sabe-se que os viciados em trabalho têm um ambiente propício para se desenvolverem – com a tão falada globalização, a concorrência aumentou e a pressão sobre o profissional também. Além disso, o advento da comunicações, em especial da Internet, faz com que o mundo funcione 24 horas, sobrecarregando o cotidiano de muitas pessoas.

Na maioria dos países, a carga horária de um trabalhador oscila entre 35 e 40 horas semanais. Contudo, há profissionais que trabalham 12, 14 horas por dia, sem contar os sábados e domingos, e continuam ligados fora do ambiente de trabalho. Levam tarefas para casa e marcam reuniões durante o almoço. Não desgrudam do laptop, pois checam o e-mail todos os dias, mesmo estando na praia com os filhos.

Quando o trabalho afeta a vida pessoal, o workaholic começa a perceber que há problemas, apesar de achar que é possível “dar um jeitinho”. É o caso da jornalista Izabel Reigada, que costuma trabalhar pelo menos 50 horas por semana: “Quando acho que vou faltar, geralmente aviso na véspera”, reconhece. “Depois de alguns furos, decidi que não quero mais deixar de comparecer a encontros importantes. É por isso que costumo chegar atrasada… Antes tarde que nunca, não é mesmo?”

Distanciar-se da vida social não é a única característica negativa do workaholism. A pessoa estreita os horizontes intelectuais, focando apenas o seu negócio. E mais. O excesso de trabalho reflete diretamente em sua saúde, começando pelo surgimento de stress e podendo causar desde doenças físicas – pressão alta e infarto – a psicológicas – como perfeccionismo em demasia e depressão.

É bom lembrar que a linha que divide dedicação de preocupação excessiva é muito tênue. Como analisa Adriana Fellipelli, da empresa de outplacement Right Saad Fellipeli, “o mundo está em uma velocidade tão grande que não dá para parar”. Contudo, se a prioridade for sempre o trabalho, então é hora de parar e repensar a própria situação.

Esta matéria ajudou você?

+ 1 pessoa ajudada
Topicos:

Comentarios