21 / 10 / 2015

Networking

por
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Se já era reconhecido como um poderoso instrumento para quem deseja recolocar-se, buscar novos desafios profissionais ou ascender no mercado de trabalho, o networking ganha ainda mais importância no atual contexto, de crise econômica. Explica-se: ter uma boa rede de contatos é fundamental para se manter no mercado de trabalho. Segundo levantamento feito pela DBM, maior consultoria de gestão do capital humano em momentos de transição, o networking é maior fonte de novos empregos para executivos. O estudo aponta que, em 2008, 77% dos executivos pesquisados pela DBM se recolocaram no mercado devido às suas redes de contatos. Em 2007, a taxa era de 72%.

“O networking é uma ferramenta válida tanto para quem deseja encontrar emprego em outra empresa quanto para quem deseja avançar na companhia na qual já trabalha”, diz Carmelina Nickel, consultora da DBM e especialista no tema. “É por meio dele que somos indicados e que indicamos pessoas para oportunidades de trabalho”, continua.

A consultora ressalta, no entanto, a importância de manter o networking não apenas nos momentos em que ele é necessário. “O objetivo do networking é criar vínculos de solidariedade entre as pessoas. Não adianta acionar as pessoas de relacionamento apenas quando precisa de ajuda. Deve existir uma relação de reciprocidade, ou seja, é equivocado procurar os conhecidos apenas por interesses utilitários. É necessário manter a rede de contatos viva o tempo inteiro”, explica.

Para quem julga não contar com uma rede de contatos, a dica inicial é listar os nomes de todas as pessoas com quem se mantém vínculos diretos – a relação deve incluir amigos, parentes, ex-colegas de faculdade, professores e companheiros do trabalho. “Isso é importante porque é bastante comum que os profissionais esqueçam de fazer networking dentro nas companhias em que atuam. É um erro. Na medida em que há mais reestruturações, é essencial ser conhecido internamente. Não estamos falando de proteção ou de bairrismo, mas sim da importância de ter uma rede interna ativa para que a empresa não corra o risco de, num momento estratégico como este, perder um executivo competente, apenas porque ele não é conhecido por seus pares na mesma organização”, diz Carmelina.

É fundamental também participar de encontros estratégicos dentro e fora da empresa. “Palestras, reuniões e conferências são ótimos meios de conhecer pessoas interessantes, assim como eventos sociais, esportivos e culturais. A rede deve ser construída de forma natural.” O profissional deve se mostrar disponível e acessível. O networking não precisa nem deve ser construído apenas em ambientes e situações relacionadas ao trabalho e aos negócios.

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