08 / 02 / 2014

Entrevista – Gabriela Alves

Filha da atriz e cantora Tânia Alves, Gabriela começou cedo a seguir os passos da mãe. “Rata” dos bastidores de teatro, nada mais natural de que seu primeiro trabalho fosse como atriz. Aos quatro anos, representou um “anjinho de asa quebrada” no Sítio do Pica-Pau Amarelo.
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Filha da atriz e cantora Tânia Alves, Gabriela começou cedo a seguir os passos da mãe. “Rata” dos bastidores de teatro, nada mais natural de que seu primeiro trabalho fosse como atriz. Aos quatro anos, representou um “anjinho de asa quebrada” no Sítio do Pica-Pau Amarelo. Mas para não ser rotulada apenas como filha de Tânia Alves, a garota decidiu investir no seu futuro e foi para Nova York estudar teatro. “Para me sustentar, trabalhei como vendedora de sorvete”.

Hoje, com 28 anos, Gabriela dedica-se à carreira de atriz, embora insista em dizer que não é uma atriz e sim uma artista. “Não represento apenas. Sei dançar, cantar e muito mais.”
Acompanhe a entrevista que ela concedeu ao Empregos.com.br.

Empregos.com.br – Por ter começado a trabalhar cedo, você teve sua infância prejudicada?
Gabriela Alves – Acho que eu amadureci muito cedo. Começei a ganhar responsabilidades com quatro anos de idade. Meu primeiro trabalho foi no Sítio do Pica-Pau Amarelo, em que fiz cinco episódios. Não reclamo da minha infância, foi uma opção minha trocar as brincadeiras na rua por decorar texto. A única vantagem é que no final do mês eu podia gastar uma boa parte do que ganhava comprando roupas de boneca.

Empregos.com.br – Você foi influenciada por sua mãe para seguir a carreira de atriz?
Gabriela – Primeiro não me considero uma atriz e sim artista, faço mais do que representar. Não posso dizer que não sofri influência, afinal vivia nos bastidores de teatro e acabei me apaixonando por tudo aquilo. Minha mãe nunca me pediu para seguir esta carreira, foi uma opção minha.

Empregos.com.br – Mesmo assim, deu uma parada depois…
Gabriela – Quando tinha 15 para 20 anos achei melhor parar com a “vida de artista”, os trabalhos estavam prejudicando meus estudos, e, para ajudar, nesta época precisei usar aparelho e passei a ser esquecida pelos diretores. Assim que conclui o curso de magistério, decidi ir para os Estados Unidos, aperfeiçoar meus estudos e trabalhar. E sabe onde eu encontrei emprego? Durante muito tempo vendi sorvete nas lojas Hagen Daaz. Acho que engordei alguns quilinhos nesta época, pois além de vender, provava todos os novos sabores. Na loja, que ficava na 5º Avenida, começei como vendedora e cheguei até gerente.

Empregos.com.br – Você teve alguma outra atividade profissional?
Gabriela – Quando voltei para o Brasil, trabalhei como relações-públicas e organizadora de eventos para reconquistar os contatos. Acho que fui a primeira hostess a atuar no Brasil. Gostava de usar roupas dos anos 60 para chamar atenção dos clientes.

Também fiz trabalhos de artes plásticas, cheguei até a expor meus trabalhos em Chicago, no restaurante de um amigo. O mais legal foi que nunca planejei ser artista plástica, faço como uma forma de terapia, e mesmo assim acabei vendendo diversos trabalhos.

Empregos.com.br – Você fez curso de Magistério. Gosta de criança?
Gabriela – Adoro crianças. Quando me perguntavam o que queria ser quando crescer, sempre respondia que queria ser mãe. Há um tempo, cheguei até a pensar em ter uma produção independente. Hoje, já não penso mais. Acho que as coisas têm seu tempo certo para acontecer e quando encontrar uma pessoa legal, com certeza vou ter vários filhos.

Empregos.com.br – Quais são seus planos futuros?
Gabriela – Nossa, quero ainda fazer muita coisa. Pretendo estudar psicologia e muito mais. Agora no segundo semestre estarei de volta aos palcos com a peça “As Encalhadas”.

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