21 / 10 / 2015

Dicas para jovens recém-formados entrarem no mercado

Saiba como iniciar a busca por emprego com sucesso
por
http://www.empregos.com.br

Por Clarissa Janini

Após a luta para passar no vestibular e obter o diploma universitário, os jovens têm de enfrentar mais um combate: a conquista do primeiro emprego. Com o mercado cada vez mais apertado e pouca estabilidade empregatícia, é importante estar ciente sobre a realidade em sua área de atuação e saber quais são os requisitos mais visados pelos empregadores. Na trilha para a conquista do trabalho, muitas vezes é preciso ir além dos conhecimentos adquiridos na faculdade. “Para o jovem recém-formado, recomendo uma única atitude: não ficar apegado somente à técnica adquirida na universidade”, afirma Humberto Mariotti, professor da BSP (Business School São Paulo). Ele afirma que a maior parte das instituições de ensino ainda é focada apenas no aspecto prático ou teórico, sendo que o ideal é unir os dois. “Temos, ainda hoje, o modelo separado de áreas exatas e humanas, por exemplo, sendo que alguém formado em exatas terá sempre de trabalhar com o elemento humano”. Segundo o professor, cerca de 60% dos empregos na atualidade são para áreas estratégicas e 40% para funções técnicas.

Outro aspecto relevante é que, atualmente, tudo muda com muita rapidez – e só tem sucesso quem se adapta a essas mudanças. “Hoje não existem mais carreiras como antigamente, para uma vida toda, e sim fases profissionais”, afirma Mariotti. Obter êxito no início da busca por emprego requer aprendizado constante e global. “O conhecimento é o que há de mais valioso para um profissional. Vivemos uma era de muitas incertezas, em que temos de pensar de modo estratégico”. Criar sua rede de contatos profissionais desde cedo é mais do que recomendável, além de, se possível, estagiar o quanto antes. Abaixo, você encontra uma lista de dicas que facilitarão sua entrada no mercado de trabalho.

  • Freqüente feiras sobre carreiras e mercado de trabalho desde a faculdade;
  • Procure ir a seminários com profissionais de destaque em sua área de atuação para familiarizar-se;
  • Durante as entrevistas de emprego, adote uma política de exposição de seus potenciais. Mostre-se diferente da maioria;
  • Escreva textos e artigos sobre sua especialidade e tente publicá-los em veículos especializados, pois assim ganhará visibilidade e pontos no currículo;
  • Desde cedo exercite seu networking, pois a grande maioria das contratações ainda é feita por meio de indicação.

Pesquisa mostra as empresas favoritas dos universitários
Pela primeira vez em sete anos, uma empresa brasileira é a mais desejada por jovens universitários para trabalhar. A Petrobrás foi eleita com 14,82% dos votos, de acordo com a pesquisa “A empresa dos sonhos dos universitários para iniciar carreira”, realizada há sete anos pela Cia. de Talentos em conjunto com a LAB SSL. As características ressaltadas pelos jovens que elegeram a empresa foram: boa imagem no mercado, oferta de salário e benefícios e desafios constantes. “Até hoje, o jovem sempre sonhou trabalhar em uma multinacional. ‘Empresas.com’ e da área financeira já tiveram o seu ‘boom’, mas esse ano o estudo apresentou uma grande mudança. A escolha pela Petrobrás revela que os jovens estão valorizando outros pontos, entre eles, mais segurança”, afirma Sofia Esteves, diretora da Cia. de Talentos. Outras empresas nacionais votadas foram Natura (3º lugar), Vale do Rio Doce (7º lugar) e Rede Globo (9º lugar).

Os jovens pesquisados também responderam sobre o que esperam de um programa de estágio. De acordo com os dados apurados, o que mais valorizam é o aprendizado (15,5%), seguido das possibilidades de realizar treinamentos e cursos (12,9%) e da possibilidade de passar por outras áreas (12%). Além disso, preocupam-se em iniciar uma carreira sólida na empresa: depois de formados, a maioria dos estudantes (33,6%) almeja ser efetivado na organização em que estiver estagiando. Por outro lado, apontam como ponto negativo em um programa como esse a desvalorização do estagiário (de acordo com 15,2% dos respondentes), que consiste na falta de função definida ou por ser considerado pouco capacitado pela pouca experiência.

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