23 / 11 / 2016

Você está preparado para a 4ª revolução industrial?

O que esperar do emprego do futuro? Tecnologia, flexibilidade, diversidade e visão empreendedora serão cada vez mais valorizados
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Nos últimos 10 anos, o mercado de trabalho mundial experimentou diversas transformações, e as principais delas estão diretamente ligadas à globalização.

Hoje, os países estão muito mais interligados. Basta alguns minutos para que um acontecimento do outro lado do mundo seja noticiado no Brasil. Isso também reflete na economia – as ocorrências globais interferem diretamente no mercado de trabalho brasileiro.

Além disso, o rápido avanço das tecnologias e das redes sociais influenciaram diretamente a nossa cultura. Antes, procurar emprego envolvia bater à porta das empresas para entregar um currículo impresso. Agora, temos sites especializados que fazem o intermédio entre as organizações e os candidatos.

As mudanças não param, pelo contrário: o mercado mostra evidências de que outras reformulações estão por vir.

Entenda as mudanças no mercado de trabalho atual

O Fórum Econômico Mundial revelou neste ano, a pesquisa The Future of Jobs (O Futuro dos Empregos), que aponta grandes mudanças na oferta de trabalho, moldadas pela tecnologia. A expectativa é que, em aproximadamente 10 anos, robôs, softwares e drones sejam utilizados no mercado profissional.

Trata-se da 4ª revolução industrial. Se a primeira foi marcada pela produção de energia através do carvão; a segunda pela química e o petróleo; e a terceira pela robótica – a internet e a computação são os protagonistas da vez, bem como as mudanças comportamentais que advém da nossa relação com o mundo virtual.

Saiba quais são essas transformações e como se preparar para o mercado de trabalho do futuro:

1-Novos cargos
A pesquisa do Fórum Econômico Mundial também observou que os cargos mais requisitados atualmente sequer existiam há dez anos e que 65% das crianças que hoje estão no ensino fundamental irão desempenhar, no futuro, funções que ainda não existem.

Será preciso buscar especializações a fim de acompanhar o mercado. Expandir as atividades em sua área é um modo de se preparar para as novas vagas que irão surgir.

2-Versatilidade nas relações de trabalho
Outra mudança acentuada no mercado é a desvinculação entre horário de trabalho e produtividade. Ou seja, trabalhar mais horas não significa, necessariamente, trabalhar mais – como você pode observar neste infográfico.

Portanto, soluções como home office, horários flexíveis na jornada de trabalho, teleconferências e sistema de coworking (compartilhamento de espaços) estarão cada vez mais presentes nas empresas.

3-Diversidade
Com o trabalho remoto em outros países, saber lidar com diferentes culturas, idiomas, raças e etnias, será indispensável. Não só isso: a tendência é que pessoas com diferentes costumes também tenham que conviver no mesmo ambiente de trabalho.

Outro marco do fim das relações tradicionais é a maior participação da mulher no mercado de trabalho.

4-Automação
A automação nada mais é que a substituição de profissionais por máquinas. Neste caso, os trabalhadores devem ficar bem atentos: profissões que exigem baixa qualificação são as que estarão em risco. Será preciso buscar competências técnicas para se manter no mercado de trabalho.

Mais que um diploma atestando seus conhecimentos, a exigência será o conhecimento. A autoaprendizagem é tendência, e já pode ser realizada por meio de cursos gratuitos, cursos online, grupos de estudo no WhatsApp e até por canais do Youtube.

5-Diploma
Como os profissionais terão mais autonomia para buscar conhecimento, o critério de admissão das empresas não se restringirá à formação superior. Elas vão focar nas qualificações que você possui, de modo prático.

6-Pensamento empreendedor
Já que os profissionais terão tanta individualidade, seja nas relações de trabalho ou no modo como adquirem conhecimento, os melhores trabalhadores terão interesse nas organizações que estimulam o crescimento conjunto – de empresa e trabalhador.

A tradicional relação “patrão-funcionário” vai dar lugar às equipes motivadas por líderes, que buscarão estratégias para reter talentos, muito mais do que já vemos hoje.

Lembre-se: o principal diferencial que os profissionais podem desenvolver é a resiliência – capacidade de se adaptar da melhor forma às transformações.

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