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29.07.10

Geração Y valoriza mais ambiente de trabalho agradável que salário

Pesquisa da Cia de Talentos serve de parâmetro para as empresas reverem processos, cultura e valores.

Por Rômulo Martins

Geração Y valoriza mais ambiente de trabalho agradável que salárioPlugados, mais voltados ao sucesso pessoal e conscientes da importância do desenvolvimento sustentável, os jovens da geração Y chegaram ao mercado de trabalho provocando a hierarquia institucionalizada das gerações anteriores. Antes resistentes, as organizações abriram suas portas para entender e receber esse público que atua no mercado e consome seus produtos, marcas e serviços.

“O que todos enxergam apenas como rebeldia na realidade é uma grande oportunidade de revermos processos, valores, cultura, para nos adaptarmos à nova realidade mundial. A geração Y tem muito a aprender, mas também muito a ensinar”, afirma Sofia Esteves, presidente do Grupo DMRH.

O grupo DMRH por meio da Cia de Talentos ouviu 35 mil pessoas de 17 a 28 anos para descobrir qual é a Empresa dos Sonhos dos Jovens . O estudo realizado anualmente está em sua 9ª edição e revela o que pensam e o que querem os jovens da geração Y. Segundo o levantamento deste ano, eles valorizam mais um “ambiente de trabalho agradável”, o primeiro item da lista, que “salários e benefícios”, quesitos que não aparecem entre os cinco elencados na pesquisa.

“Desenvolvimento profissional” figura em segundo lugar e “qualidade de vida” em terceiro. Na visão dos consultores organizacionais, os jovens entendem que a satisfação não é algo apenas para o fim de semana e que, diferentemente das gerações anteriores, o trabalho deve ser uma extensão dos interesses pessoais. “Esta geração está menos disposta a fazer sacrifícios exagerados pelo bem da empresa.   A consciência é que há uma equação de troca, cujo equilíbrio deve ser mantido”, diz Manuel Martins, diretor executivo da Mesa RBL.

Sobre o item “salários e benefícios” não estar entre os cinco mais apreciados pelos jovens acredita-se que eles associam este quesito à possibilidade de desenvolvimento e ascensão profissional - este, o quarto item mais ambicionado pelos entrevistados. Para Leticia Bechara, orientadora de carreira e coordenadora das ações dos vestibulares da Trevisan Escola de Negócios, coopera para o resultado a maior consciência de que o sucesso se alcança fazendo aquilo que se gosta.

“A remuneração é uma consequência”, diz a orientadora. “A busca do desenvolvimento profissional não está mais atrelada à empresa e sim ao crescimento pessoal. Os jovens não colocam na organização as suas expectativas, mas apostam em si mesmos para estarem livres diante de novos desafios”, esclarece.

As tops
Google e Petrobras figuram entre as preferidas dos jovens. ( Veja a lista das Top Ten ). Qual seria o diferencial dessas organizações? Para Thiago Costa, professor de pós-graduação da FAAP, a relação dos jovens com essas marcas não representa apenas um negócio, mas diz respeito ao estilo de vida e refletem a personalidade deles. “Daí a importância que os jovens dão em trabalhar em um lugar que espelhe não só aquilo que eles acreditam”, afirma Thiago. Segundo o professor, para atingir os resultados esperados, os jovens da geração Y precisam ver as empresas como uma extensão do próprio corpo.

Plano de carreira
O item “crescimento profissional” aparece em quarto lugar na pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens. Em contrapartida, o quesito “cursos e treinamentos” que figurava entre os cinco mais importantes nos levantamentos anteriores não consta em 2010. De acordo com consultores organizacionais, os jovens incorporaram este item na opção “desenvolvimento profissional”. Além disso, compreendem cada vez mais que o plano de carreira depende mais deles do que das companhias.

“Nas empresas e segmentos mais avançados, há muito tempo essa questão se tornou uma rua de duas mãos e uma responsabilidade compartilhada. Os mais jovens, por sua natural impaciência, sabem que têm de ir à luta, e não esperar passivamente que alguém ou a organização se ocupe de sua carreira e de seu desenvolvimento”, diz Manuel Martins.

Sofia Esteves, do Grupo DMRH, afirma que os jovens caminham sim para esta direção, porém destaca que esse comportamento ainda não está sedimentado. “Estamos tentando entender mais sobre este tema, pois sabemos que os modelos de treinamentos existentes não são os mais adequados aos jovens.”

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