RH: Perspectivas e tendências (30.10.07)Reunir personalidades de destaque da área de gestão de pessoas para um bate-papo descontraído, tendo em pauta novos modelos e tendências para o setor de Recursos Humanos. Foi esse o clima do evento promovido pela Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham). Os participantes trocaram idéias sobre suas experiências e projetos para melhorar o clima, reter talentos e ocupar uma posição cada vez mais estratégica junto à organização.
Participaram da rodada de debates os diretores de RH Silvia Wulkan, da Merril Lynch, André Rapoport, da Sanofi-Aventis Farmacêutica, Alessandro Bonorino, da IBM, e o presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen.
O senso comum entre os palestrantes foi a necessidade de especialização do profissional de RH, e mais do que isso, adquirir conhecimentos amplos relacionados à área de Finanças, Economia e Marketing. Segundo André Rapoport, o profissional multidisciplinar terá mais oportunidades dentro de grandes empresas.
Na mesma linha de aprimoramento profissional, Alexandre Hohagen garantiu que sua visão holística foi de grande importância para sua carreira, principalmente porque teve oportunidade de trabalhar com comunicação interna, relações públicas e vendas para depois chegar a Recursos Humanos com uma bagagem bem maior.
Outro ponto importante foi a confirmação de uma tese que vem sendo discutida há algum tempo nas organizações: o maior bem que a empresa pode ter é o seu capital humano. Nessa afirmação, coube levantar a preocupação que as empresas, e conseqüentemente seu RH, têm no que se refere à retenção de talentos.
No Google, a manutenção de uma cultura informal, onde todo colaborador tem a possibilidade de interagir, é uma das soluções para reter o pessoal. “O nosso ativo são as pessoas, pois as máquinas que temos no escritório não valem absolutamente nada, o que vale é o capital intelectual ”, enfatiza Hohagen .
Já o Merrill Lynch aposta em uma atuação transparente, diálogos corpo-a-corpo e na compreensão das necessidades do colaborador. “Conversamos, checamos o que os colaboradores querem para sua carreira. Ficamos atentos se a empresa fornece as ferramentas necessárias para que se desenvolvam”, explica Silvia.
Para concluir a rodada de discussões não poderia ficar fora a questão que envolve o quanto a área despende seu tempo com funções operacionais e como o RH pode se empenhar e evoluir ao ponto em que realmente comece a participar das decisões estratégicas da empresa.
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