Falta engajamento aos brasileiros?
Pesquisa revela que apenas 21% dos profissionais são engajados
Realizada em 11 regiões metropolitanas do País, a pesquisa “Engajamento da Força de Trabalho Brasileira”, da Gallup Organization, mostra que a parcela de profissionais brasileiros que não são “engajados“ em seu trabalho é de 79%. O conceito de engajamento definido pelos pesquisadores é trabalhar com paixão e ter sentimento de conexão com a empresa.
Considerada como “ativamente desengajada”, essa força de trabalho é formada por funcionários que frequentemente demonstram uma atitude negativa com relação ao trabalho e ao empregador e, muitas vezes, são responsáveis por destruir o valor criado por seus colegas na organização. O perfil desses trabalhadores considerados “não engajados” é o de funcionários que buscam apenas atingir os objetivos sem ousadia ou riscos, e podem deixar a empresa caso surja uma nova oportunidade.
“Baixos índices de engajamento custam muito às empresas em vendas, lucros perdidos e em menor satisfação dos clientes”, analisa Gustavo Oliveira, country manager da Gallup Organization no Brasil. Segundo pesquisas já realizadas, 84% dos profissionais que pedem demissão relatam que o principal motivo de sua saída é o relacionamento com seu gerente direto.
“Este número é um alerta para as empresas e revela a importância do gerenciamento eficiente de pessoas. Saber reconhecer o trabalho dos funcionários, ouvir suas opiniões e mantê-los a par do seu progresso como profissional são ferramentas poderosas para reter os talentos e garantir a eficiência de sua organização”, afirma Oliveira.
Perfil dos funcionários engajados
A pesquisa revela ainda mais informações sobre o perfil dos trabalhadores brasileiros considerados “engajados”. São aqueles que trabalham com paixão e têm sentimento de conexão com a empresa. Além disso, são produtivos, leais, impulsionam a inovação e movem a organização com suas críticas construtivas e níveis consistentes de alto desempenho.
Quando o assunto é engajamento, a região Sul se destaca. Lá está concentrado o maior índice de profissionais engajados (26% contra 21% da média nacional). É também da região Sul o menor índice de trabalhadores ativamente desengajados (13% contra 18% da média nacional).
No setor privado, a pesquisa aponta que 23% dos profissionais são engajados e 17% ativamente desengajados. Já no setor público, os índices são de 18% de engajados, enquanto a média de trabalhadores desengajados é de 20%.
Outro fato evidenciado pelo estudo é a classificação de engajamento por faixa etária. Descobriu-se que quanto mais jovem o profissional, menor é o seu engajamento. Dezessete por cento dos profissionais de 18 a 29 anos são engajados; o índice aumenta na faixa de 30 e 49 anos, com 21% de engajamento. Na faixa dos profissionais com mais de 50 anos, o índice sobe para 28%.
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