A preocupação das empresas
Pesquisa de Benefícios da Hewitt Associates aponta que as companhias se preocupam mais com a segurança de seus executivos e com a maior flexibilidade na área da saúde

A Hewitt Associates divulgou os resultados da Pesquisa de Benefícios que realiza todos os anos com empresas de médio e grande portes atuantes no País. Para o levantamento deste ano, 120 empresas participaram do estudo, que traz, entre outros dados, mudanças relevantes em relação à administração dos benefícios voltados à saúde e à segurança.

Carros blindados e segurança particular são itens que estão consumindo altos investimentos em grande parte do universo pesquisado. Entre as empresas ouvidas na pesquisa, 53% disponibilizam carros blindados aos seus presidentes; 20% estendem o mesmo benefício aos seus diretores; deste universo, 16% já têm seguranças particulares contratados para acompanhar seus presidentes – para 90% deles, inclusive, nos finais de semana. “Um reflexo da violência nos grandes centros, a segurança patrocinada pelas empresas é uma condição para que muitos executivos aceitem trabalhar no Brasil, por exemplo”, analisa Thais Blanco, consultora sênior da Hewitt e responsável pela pesquisa.

Saúde tem mais atenção e flexibilidade
Nas questões relativas à saúde, a boa notícia apontada pela pesquisa deste ano é que os colaboradores estão cada vez mais conquistando o direito de optar por planos de saúde mais elaborados, desde que assumindo os custos da diferença. Esta possibilidade é presente em 60% das empresas participantes da pesquisa – 30% a mais do que apontavam os dados no ano passado. “Ainda que as empresas sigam modelos mais tradicionais na administração de seus benefícios, a flexibilidade já começa a ter seu valor percebido e praticado em alguns setores. É um avanço, sem dúvida”, avalia Thais.

A atenção maior em relação à saúde também pode ser lida pelos indicadores da pesquisa em outros aspectos. Na gestão da doença em grupos que exigem maiores cuidados preventivos, por exemplo. Neste ano, 85% das empresas participantes informam ter algum tipo de programa neste sentido, contra 75% em 2005. As restrições quanto ao universo e idade para direito a check up , por exemplo, também sofreram alterações. Nesta edição, a pesquisa retrata que 15% das empresas já oferecerem check up também para os níveis de supervisão e coordenação, e sem limite de idade mínima, tradicionalmente adotado como sendo a partir dos 40 anos.

Crédito para colaboradores continua a existir
A oferta em planos de empréstimo pessoal para colaboradores está maior. Setenta por cento das empresas ouvidas oferecem opções diferenciadas de empréstimo e boa parte delas permite que o colaborador, dentro do limite de folha de pagamento, tenha até mais de um empréstimo ao mesmo tempo. Em contrapartida, as empresas estão tornando-se mais facilitadoras do que patrocinadoras do processo. Até o ano passado, cerca de 40% das empresas que tinham este tipo de plano, subsidiavam os juros; agora menos de 30% mantêm este padrão. A maioria está buscando acordos com os bancos com que opera para negociar taxas menores para seus funcionários.

Alguns benefícios seguem na linha esperada
A Previdência Privada é um dos itens que se mostra dentro de um comportamento já esperado. Seguindo uma tendência natural, a pesquisa confirma a migração dos planos de Benefício Definido para os planos de Contribuição Definida.

A contribuição das empresas para formação profissional de seus colaboradores continua presente na maior parte das instituições, sem mudanças expressivas.

O que não diminuiu, embora desejado e necessário para a boa administração na área de Recursos Humanos, é o grau de envolvimento dos gestores desta área nas atividades operacionais. Na verdade, um dos dados que já deixava a desejar em outros anos, ficou ainda pior neste último levantamento. Cerca de 52% dos gestores das empresas consultadas têm um envolvimento de níveis médio a alto em atividades operacionais – um aumento de 30% em relação ao que apurou-se no ano passado. Traduzindo: o RH, por estar excessivamente envolvido nas questões operacionais, ainda está longe de ser efetivamente estratégico.

Fonte: Hewitt Associates

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