Performance e gestão em ambientes altamente competitivos
Quais lições o esporte ensina - valores, atitudes e inovações

Por Gisèle de Oliveira

Fazer analogia entre esporte e vida profissional tornou-se uma realidade para o mundo corporativo. E não poderia ser diferente com o setor de RH. No último dia do Conarh 2006, Marcus Vinicius Freire (foto), medalhista de prata com a seleção de vôlei na Olimpíada de Los Angeles/1982, integrante do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e chefe de missão nos Jogos Olímpicos de Sydney/2000 e Atenas/2004, e Marcos Felipe Magalhães, do IBMIN, foram encarregados de apresentar a palestra “Performance e gestão em ambientes altamente competitivos” e traçar a comparação ente essas duas áreas.

“É função, sim, do gestor de pessoas criar ambientes favoráveis para desenvolver talentos”, afirmou Magalhães. Para competir, é preciso ter uma equipe com o mesmo objetivo e, segundo ele, “o comprometimento é fazer com que todos estejam engajados no crescimento da empresa. Valorizar as pessoas é entender o seu funcionário”.

“O maior desafio do chefe de missão e do RH é garantir as condições idéias de trabalho e competição para atletas e/ou colaboradores”, completou Marcus Vinicius. “A sociedade usa o esporte como modelo e as empresas também procuram por isso”, acrescentou.

Em sua apresentação, Marcus Vinicius mostrou como o trabalho do RH pode ser parecido e ter afinidades com as exigências de um chefe de missão. Veja os pontos que ele destacou em comum entre os dois setores.

Coragem:

- De competir, podendo vencer ou perder (concorrência).

- Dar o melhor de si, mesmo sem chance de vencer.

- De não usar meios ilegais para vencer (ou vender).

- De homenagear o vencedor sempre.

- De agüentar os treinos/trabalhos intermináveis.

- De fazer escolha pelo esporte/profissão, abrindo mão de muitas coisas boas.

Medalha de bronze – Comemore pequenas vitórias

- Cada dia tem algo para ser comemorado:

•  Qualidade de vida para os funcionários

•  Um cliente que conquistamos, por menor que seja.

- Valorize sua equipe, seus amigos, parceiro (a), filhos, irmãos e pais.

- Você não precisa ser sempre o primeiro, mas tem de lutar para ser.

- Procure sempre “jogar da melhor forma, treinando, planejando e se empenhando”.

- Lembre que cada peça do time é fundamento para o time jogar bem, do massagista ao craque e do office-boy ao presidente.

- “Toque fisicamente” suas metas e as persiga com total dedicação.

Objetivo do RH e da Missão Olímpica: Proporcionar o ambiente ideal de trabalho e competição

- Suporte aos atletas/técnicos e equipes
Desafio: melhores condições possíveis para competir, como melhores condições possíveis para trabalhar para o RH.

- Seleção de equipe- visando competitividade
Desafio: escolher quem para qual função, como a análise de skills para o RH.
Mesmo problema: cada vez menos pessoas, para atender mais pessoas. Poucos para administrar muitos.

- Administração de pessoas
Desafio: equilíbrio no atendimento, como dia-a-dia para o RH.

- Planejamento, infra-estrutura e logística
Longo prazo: planejamento para a Olimpíada de 2008 tem início no encerramento dos Jogos de 2004.
Desafio: conhecimento prévio, como entrevistas e estágio para o RH.
Desafio: visão global e negociação, como treinamento para o RH.
Desafio: adaptação, como as transferências para o RH.
Desafio: delegar e assumir poder, como os gerentes para o RH. É preciso saber delegar, sem perder o controle dos acontecimentos.
Desafio: necessidade de foco e participação, como os grupos de trabalho para o RH.

- Metas e objetivos – sistema de avaliação
Desafio: análise “real”, como o fechamento de ano para o RH.
Desafio: diagnóstico das modalidades, como a avaliação 360º para o RH.
Desafio: planejamento.
Desafio: acompanhamento, como a revisão trimestral/semestral para o RH.

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