Encontro dos gurus (03.09.07)
O 33º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas contou
com uma sessão especial de renomados especialistas da área RH
O CONARH 2007 reuniu o filósofo e educador Mario Sergio Cortella, o consultor e escritor César Souza e a pesquisadora e professora da Fundação Dom Cabral, Betania Tanure, para traçarem um panorama sobre o desafio que envolve a produtividade e sustentabilidade dentro das organizações.
Foram abordados temas como: o novo cenário empresarial, as mudanças do perfil dos consumidores e investidores, o impacto das inovações tecnológicas, as mudanças no mundo do trabalho, os caminhos da liderança, a guerra por talentos, além de exemplos sobre experiências empresariais bem-sucedidas no gerenciamento do capital humano.
Acompanhem os principais direcionamentos abordados por cada guru:
Cesar Souza fez uma analogia a respeito entre os movimentos do coração (sístole e diástole) e aqueles necessários para o desenvolvimento das companhias: “Em alguns momentos é necessário fazer uma contração, sístole, para consolidar o que já existe. Em outros momentos é preciso expandir as fronteiras do conhecimento e ser pioneiro na construção de uma nova idéia e conceito – a diástole”.
Já o filósofo Mario Sergio Cortella acredita na construção do novo. Segundo sua concepção, as pessoas precisam abandonar aos poucos o que ele chama de “esperancídio” (que seria o assassinato da esperança, de acordo com Cortella), para que coletivamente possam adquirir ferramentas para a construção de uma ética que fundamente os alicerces das organizações e das pessoas contidas nesse cenário. Reforçando essa idéia, Cortella comentou: “Crescimento sustentável é a dignidade de sustentar a vida naquilo que ela oferece de mais forte, temos que honrar de fato a nossa existência”.
Por fim, Betania Tanure traçou o cenário da difícil arte de saber lidar e equilibrar sucesso e felicidade. Segundo pesquisa realizada com 952 executivos, há um alto índice de infelicidade dentro das organizações e ele está aumentado, embora a taxa de sucesso seja grande. Este é o grande paradoxo do mundo corporativo. A solução para esse dilema seria as pessoas melhorarem sua equação sucesso-felicidade. “Trabalhar para que sejamos pessoas melhores para sermos melhores lideres, essa é a chave do desenvolvimento sustentável”, aconselha Betania.
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