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(14.12.09)
Está na hora de agir com responsabilidade social

Publicação da ISO 26000 confirma uma tendência: as empresas se aproximam cada vez mais da comunidade para atuarem estrategicamente.

Por Rômulo Martins

Agir com responsabilidade social hoje é considerado diferencial no meio corporativo, mas os novos padrões de produção e consumo prometem tornar o assunto fundamental na agenda empresarial nos próximos anos. A preocupação com questões sociais no âmbito organizacional certamente será impulsionada com a publicação da ISO 26000, norma que orientará empresas de todo o mundo por meio de diretrizes sobre responsabilidade social. A norma já está na pauta do planejamento estratégico de corporações nacionais e internacionais.

Com publicação prevista para o segundo semestre de 2010, a ISO 26000 representa um selo de reconhecimento às empresas que se dedicam à esfera social. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de garantir a perenidade dos trabalhos sociais desenvolvidos pelas companhias, já que o selo tem prazo de validade. “É uma rede. O conceito de responsabilidade social se estende aos fornecedores, à comunidade. As empresas terão de estar voltadas para essa prática”, afirma o consultor empresarial Livio Giosa, em evento promovido pela ONG Brasil, em São Paulo.

Segundo Giosa, projetos de responsabilidade social podem ser vistos como vantagem competitiva, à medida que aproximam as empresas dos consumidores, permitindo que produtos e serviços sejam adequados ao público-alvo. Ainda segundo o consultor empresarial, essa questão está ligada ao processo de transformação pelo qual passa a sociedade, em que as organizações sofrem pressões externas para se adequar ao novo conceito de sustentabilidade.

No cenário em que os tratados internacionais dizem que as nações devem poluir menos e em que instituições financeiras beneficiam companhias que promovem ações sociais, é preciso ter visão estratégica para agir de acordo com as novas regras de mercado. “O consumidor ganha uma nova face de participação, por isso as empresas devem se adaptar ao novo modelo de negócio, que abrange o social, o ambiental e o sustentável”, diz Giosa.

Para Kátia Zander, gerente de responsabilidade social da Câmara Brasil Alemanha, está na hora das empresas se aproximarem mais profundamente do Terceiro Setor, a fim de promover o diálogo entre a esfera privada e a não-governamental e gerar parcerias que possam abranger todos os aspectos da responsabilidade social na estratégia da organização.

Agir com responsabilidade social no meio corporativo é ter visão além do negócio Segundo o consultor empresarial, ao olhar para a comunidade onde estão inseridas, as companhias compreendem melhor o seu próprio segmento e podem obter uma comunicação eficaz com os seus clientes. Para ele, os impactos das ações sociais são sentidos na prática, já que agregam valor ao negócio e à imagem da organização e atingem o consumidor consciente: “Dessa forma, as empresas criam um conceito e uma imagem extraordinárias para o público”.

 

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