Por que os ERPs ainda assustam?                   (12.06.07)
Segundo o IDC, apenas 55% das empresas brasileiras
utilizam o Enterprise Resource Planning

O sistema ERP em uma tradução literal para o português pode ser compreendido como: Planejamento de Recursos Empresariais . Sua utilização pelas empresas brasileiras iniciou-se em grande escala no início dos anos 90, ou seja, há quase duas décadas, em um cenário no qual as organizações eram forçadas a aumentar a sua capacidade de produção e gerar novos produtos e serviços. “Para que isso ocorresse havia a necessidade de uma gestão pró-ativa que controlasse a cadeia produtiva de uma forma mais efetiva”, explica Miguel Ruiz , especialista em Tecnologia da Informação e fundador da MR Consultoria .

Hoje, esses s istemas integrados de gestão a tingem apenas 55% das empresas nacionais, segundo dados do IDC. Na visão de Ruiz, os ERPs, para muitos, ainda são uma “caixa preta” e são utilizados, em vários casos, na sua forma básica ou sem explorar a potencialidade que as ferramentas oferecem, o que compromete os valores investidos.

Para o especialista, algumas empresas ainda preocupam-se em eliminar ou diminuir a quantidade de papéis ou apenas em informatizar os sistemas de produção, “quando na verdade os ERPs disponibilizam uma infinita gama de possibilidades para melhorar a gestão empresarial”, explica o consultor.

Uma empresa para sobreviver no mercado deve priorizar a agilidade na produção, no atendimento ao cliente e até na logística de entrega dos produtos e serviços. Com a integração das atividades em um único sistema é possível fazer tudo isso e ainda acompanhar o que ocorre em tempo real.

“Integrar as áreas de vendas e distribuição, serviços, controladoria, finanças, gerenciamento do ‘chão de fábrica' e Recursos Humanos é uma tarefa que, em primeira instância, necessita do conhecimento minucioso do fluxo de negócios e atividades”, explica Ruiz. “É nesta hora que os processos internos devem estar bem elaborados e também abertos a qualquer mudança, pois a tecnologia é base de sustentação da empresa”, reforça o especialista em TI.

“Há quase duas décadas”, comenta Ruiz, “estamos trabalhando com os ERPs. É claro que tivemos várias atualizações, melhorias indiscutíveis, que contribuíram muito para a gestão das empresas, mas ainda falta muito e isso é uma questão que deve ser resolvida pela própria empresa que o implanta, para implementá-lo de acordo com as necessidades da organização”.

O que ainda assusta os empresários na verdade são os valores investidos em TI, em sistemas de gestão . Investimentos, segundo Ruiz, que serão revertidos posteriormente, pois haverá a otimização de processos, satisfação do cliente e uma empresa até mais enxuta. “O que deve assustar mesmo são os processos internos lentos, erros de implementação e má gestão do sistema”, alerta.

 

 

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