Avaliando seu pessoal (08.05.07) Por Priscila D'Amora
O que realmente funciona na hora de levantar os altos e baixos de um grupo muitas vezes tira o sono de chefes e gestores. Uma tendência observada ultimamente ao analisar equipes é a necessidade de desapegar-se da teoria e fazer com que as mudanças propostas sejam abraçadas por todos na prática.
Avaliações que vão desde o antigo método de performance individual um-a-um, até o 360 graus, uma das ferramentas mais utilizadas hoje em dia para medir feedback , servem para o mesmo objetivo: Conciliar expectativas e elevar a produtividade.
Contudo, achar armas mirabolantes para medir o grau de sinergia entre as partes não necessariamente causa o efeito desejado, já que a solução pode ser mais simples e eficiente do que se pensa.
Segundo Mario Galvão, especialista em análise de pessoal e responsável pela área de estratégias e operações de vendas e marketing de serviços do Citibank, a s análises mais conhecidas no mercado são as de postura, atitude, vestimenta e comportamento, pois são detectados pontos fortes e também potenciais que podem ser melhorados nos candidatos e funcionários. “Porém nem sempre conseguimos extrair essas informações, por isso utilizamos perguntas mais direcionadas e também ferramentas básicas como: perguntas abertas para analisar o comprometimento do candidato, sua experiência, suas realizações, suas frustrações, seus desejos profissionais, como ele se vê daqui a x anos e quais estratégias ele estaria utilizando para aquele determinado trabalho”.
A seguir acompanhe algumas orientações do especialista sobre como lidar com as informações e o feedback das análises aplicadas.
O que eu, empresa, posso detectar na análise
Identificar o candidato certo para a vaga, pois pode acontecer de ter qualificações para outra função e poder ser aproveitado para outro departamento da empresa ou até mesmo para uma outra empresa do grupo ou de relacionamento do entrevistador.
Deve-se sempre apontar o conhecimento do candidato, sua maturidade, relacionamento com empresas e pessoas, pro atividade, vontade de ter um trabalho e não um emprego, energia para o trabalho, dedicação, interesse para cumprimento de metas e trabalho em equipe, e também apontar o seu desenvolvimento para poder suprir suas necessidades.
Pessoa e equipe
Com certeza existe uma diferença em analisar uma pessoa e uma equipe.
Na pessoa você analisa seus aspectos éticos, profissionais, caráter, experiência profissional, suas atitudes individuais, conhecimento das tarefas atribuídas a ele, competências, recursos que ela utiliza para atingir os seus objetivos.
Já em uma equipe temos diferentes personagens, anseios e pensamentos totalmente diferentes; como também necessidades e perspectivas de trabalho e de vida. Podemos dizer que uma pessoa pode estar influenciando outra dentro de uma equipe tanto para o lado bom como para o lado ruim, atrapalhando a continuidade do trabalho da empresa.
Aprendendo com as informações
Todas as informações são utilizadas para contribuir na análise que é feita dos candidatos, tanto as informações com resultado positivo quanto também as informações com resultado negativo. As negativas podem ser utilizadas como exemplos do que não deveríamos aplicar, e as positivas como aquilo que se deve para aplicar de forma correta e discreta. No entanto, ambas devem ser usadas na hora certa e com as pessoas certas.
Os resultados normalmente são eficientes, porém existem pessoas que se enquadram e outras que não, fazendo com que os resultados para algumas delas fiquem a desejar. Grande parte das empresas não se preocupa com as informações que lhe são passadas e também não se utiliza delas para um coaching ou para que a pessoas se conscientizem da utilização de informações adequadas com as pessoas certas, e também em situações em que são necessárias informações mais técnicas.
Visão para o futuro
Hoje procura-se saber mais sobre o estilo de vida da pessoa e também seus hábitos para entender melhor sua qualidade de vida e suas qualificações, inclusive para identificar quais são suas tendências e anseios para que não haja uma diferença muito grande na convivência com seus colegas.
A tendência é as pessoas estarem cada vez mais globalizadas e entenderem mais sobre outras culturas, hábitos, aperfeiçoar seus idiomas, terem experiências em outras áreas para atendê-las e entendê-las. “Enfim, as pessoas precisam se modernizar desde criança e com isto estarão mais preparadas para um futuro mais competitivo”, acrescenta Mario Galvão.
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