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APAE lança selo que valoriza inclusão de deficientes no mercado de trabalho
por Camila Micheletti

A APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo - comemorou 42 anos na última sexta-feira, dia 04 de abril. A data foi marcada pelo lançamento do Selo "Parceiros pela Inclusão", voltado para o reconhecimento de empresas que apóiam a capacitação profissional e inclusão do portador de deficiência no mercado de trabalho.

De acordo com o coordenador-geral da APAE de São Paulo, Nelson Vilaronga, a APAE já trabalha com a capacitação profissional de deficientes mentais há mais de 20 anos, mas só agora conseguiu o apoio que precisava para lançar a proposta. "O Selo está sendo lançado em parceria com 18 empresas, entre elas a Bauducco, Arno, Monark, Sadia, entre outras. A preocupação das empresas com a causa social é tanta que apenas nos últimos três meses conseguimos a inserção de 240 deficientes no mercado de trabalho, sem dúvida o melhor índice em todos esses anos". Antigamente, as contratações aconteciam de forma muito isolada e com períodos de muita oscilação (meses com muitas contratações, outros com nenhuma). Hoje, após os 240 contratados, a APAE conta com 400 pessoas que estão passando por um processo de aprendizagem, e serão encaminhadas para as empresas em breve, conforme a demanda das mesmas e perfil das vagas em aberto.

"O Selo é a primeira ação dessa dimensão no Brasil. A intenção é fazer dele a grande bandeira da inclusão do portador de deficiência no mercado de trabalho no Brasil", afirma Nelson. A APAE acredita que o Selo vai permitir uma melhor ampliação da inclusão e até da fiscalização por parte do Ministério do Trabalho, através da Lei nº 8.213/91, que multa empresas com determinado número de empregados que não cumprirem um percentual de contratações de pessoas portadoras de deficiência. "Além disso, queremos também reconhecer e estimular a contratação dos PPD´s pelas empresas menores, que não precisam obrigatoriamente contratar os deficientes mas o fazem pelo cumprimento da cidadania e responsabilidade social", considera ele.

A maioria das empresas ainda contrata pela Lei, mas a tendência, segundo o coordenador-geral da APAE de São Paulo, é as empresas se sensibilizarem e mudarem a postura logo após a primeira contratação. "A presença do deficiente na empresa acaba sendo um grande aprendizado para todos os funcionários, a força de vontade e senso de responsabilidade que eles têm é muito maior do que em um funcionário comum". Além disso, os profissionais se espantam ao ver que os deficientes podem ser muito produtivos, como qualquer outro profissional. Nelson conta um caso de um portador de deficiência que trabalhava no empacotamento dos produtos em um supermercado: "Ele atendia os clientes de forma tão solícita e cordial que muitos inclusive comentavam sobre o rapaz com a gerência. Acabou sendo promovido e hoje trabalha na seção de atendimento ao cliente".

A APAE de São Paulo atende aproximadamente 35.000 pessoas ao ano. A instituição desenvolve ações voltadas para a prevenção e o diagnóstico precoce de diversas patologias que vão desde o nascimento à idade adulta em processo de envelhecimento. Essas ações são realizadas nas áreas de Saúde, Educação, Capacitação e Orientação para o Trabalho, Bem-Estar e Instituto APAE.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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