Benefícios e saúde: foco das empresas          (06.03.07) "Consumirismo" chegará às organizações brasileiras

As ações de promoção e prevenção da saúde continuam tendo papel fundamental nas corporações que, além de buscar a melhoria da qualidade de vida dos empregados, visam manter mais controlados os custos com o benefício-saúde. Porém, o próximo passo deverá ser a adoção de um conceito já existente nos Estados Unidos — o “consumirismo”, no qual as empresas mostrarão aos empregados que, do mesmo modo que eles são “consumidores” reunindo diversas informações na hora de adquirir um bem, também precisam ter o mesmo comportamento quando “consumir” serviços de saúde. Essa é a opinião da Watson Wyatt ao concluir a pesquisa sobre Benefícios de Assistência à Saúde.

O trabalho envolveu 226 empresas nacionais e multinacionais dos mais variados setores, 884 mil empregados, 696 planos médicos para ativos e 173 para aposentados, além de 262 planos odontológicos. Somando-se ativos e aposentados, mais de 1,4 milhão de pessoas são participantes de planos médicos e 765 mil possuem cobertura odontológica.

O destaque do estudo ficou por conta do grande número de empresas (82%) que oferecem planos odontológicos, sinalizando para a conscientização de que o tratamento e a manutenção dentária do colaborador evitam futuras complicações de saúde. Na maioria dos casos, essa adesão ocorre de forma voluntária e com cobertura intermediária (inclui os tratamentos básicos e complexos, exceto próteses e ortodontia), a um custo médio mensal de R$ 13 por indivíduo, sendo que a empresa assume, em geral, 50% do custo . Outro dado interessante é o fato de que 93% dos planos médicos já estão adaptados à Lei de Saúde (9.656/98). Das 116 companhias que pelo atual desenho do benefício necessitam atender aos artigos 30 e 31 (extensão do plano médico após o afastamento do empregado), 60 já possuem ex-empregados desligados sem justa causa e 36, por aposentadoria, que optaram em permanecer no plano.

Em se tratando de elegibilidade, apenas 12,5% permitem a inclusão de companheiros do mesmo sexo. Já, em relação a filhos, cônjuges e companheiros de sexo opostos, essa cobertura atinge, respectivamente, os patamares mais elevados. Quanto aos aposentados, somente 26% estendem o benefício, seja por uma política de planos e/ou em função da legislação. A pesquisa constatou também que, nos casos de sinistralidade, 75% são o percentual que mais prevalece nos contratos de pré-pagamentos e que quase metade das empresas permite upgrades para padrões superiores de planos médicos.

Em matéria de divisão de custos, 51% das companhias a utilizam por meio de contribuições fixas mensais, 46% adotam a co-participação nos eventos – entre 10% a 20% são os percentuais mais identificados —, e 28% adotam as duas formas. Por fim, verificou-se que um quarto das empresas conseguiu manter o mesmo patamar de custos do ano anterior. Nas demais, a média de aumento situou-se entre 8% e 12%.

 

 

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