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Associação cria site para informar sobre LER e DORT
por Camila Micheletti

Criada em 1997, a APPDORT - Associação Paranaense dos Portadores de Doença Osteomuscular - já é famosa no Paraná por reunir trabalhadores que hoje estão sofrendo as conseqüências do estímulo repetitivo no trabalho, e são vítimas da DORT LER, lesão nos membros superiores (braços) e que pode causar até invalidez permanente, nos casos mais agudos da doença.

A inciativa de criar um site que reunisse informações importantes sobre a doença, dicas de como prevenir, exercícios, leis, indicações de links e bibliografia a respeito e muito mais partiu da fundadora da Associação, Maria Natividade de Paula, que tem apenas 48 anos e é aposentada por invalidez. "As informações para quem sofre de LER e DORT são muito limitadas, então reuni o que já tinha e resolvi criar o site, junto com outros lesionados que fazem parte da Associação", explica ela.

O site surge como uma maneira fácil, rápida e barata de obter informações sobre a doença, que ainda é desconhecida por muitos trabalhadores. E as empresas, por sua vez, ajudam muito pouco e não informam seus funcionários sobre os sintomas e dicas de como prevenir a doença. "Elas tentam camuflar ao máximo, dá pra contar nos dedos quantas organizações têm um programa preventivo para LER e DORT. Normalmente a empresa mantém o empregado afastado e nega em admitir a realidade". Perguntada sobre os tipos de empresa onde há mais ocorrências de trabalhadores lesionados, Maria Natividade responde, sem titubear: "Principalmente os grandes bancos, montadoras de automóveis, empresas de informática, redes de supermercados, entre muitas outras. Todas as companhias que tenham funcionários trabalhando com esforços repetitivos, seja em um computador, uma máquina ou uma caixa registradora", afirma ela.

"Na maioria das vezes em que essas pessoas se encontravam, as queixas eram sempre as mesmas: dificuldades quanto à obtenção de informações sobre a LER/DORT, tratamentos adequados, cuidados necessários para o não agravamento da doença, previsão de recuperação, indefinição quanto ao retorno ao trabalho", conta Maria Natividade de Paula.

A associação das vítimas da LER/DORT constatou que muitos médicos especialistas, principalmente os do trabalho, se tornam resistentes em emitir um diagnóstico da doença, relacionando sua causa às atividades do trabalhador, ainda que na maioria das vezes as evidências não deixam dúvidas. "Esta postura coloca os empresários em uma situação bastante cômoda", avalia Maria Natividade. Segundo ela, o que ocorre é que as empresas se sentem desobrigadas de implementarem políticas de prevenção e deixam os trabalhadores à mercê da própria sorte. "Estes fatores sociais, as dores e as limitações levam os portadores desta doença a desenvolverem, com freqüência, estados depressivos que necessitam de acompanhamento psicológico".

Para prevenir o agravamento da doença é necessário, segundo a Associação, conscientizar os portadores de LER/DORT quanto à importância do acompanhamento e cumprimento rigoroso das recomendações médicas. "O que se precisa é a conscientização das empresas sobre a necessidade de prevenção da LER/DORT. Elas ocupam um papel muito importante neste processo, porque é obrigação delas proteger a saúde do trabalhador, sob pena de responder civil e criminalmente por um acidente de trabalho. Se ao menos as organizações cumprissem as leis que falam dos direitos do trabalhador, já evitava e muito os casos de LER e DORT", alerta Maria Natividade.

Sua empresa pode ter um ou mais funcionários com LER e DORT, e niguém se deu conta disso? Avalie a possibilidade de chamar um médico do trabalho, se a empresa já não contar com um, e fazer uma palestra preventiva sobre o assunto. Neste caso, a máxima "É melhor prevenir que remediar" deve ser levada em conta. Sempre. Lembre-se que é o desempenho dos seus funcionários - e da sua empresa - que estão em jogo.

Definição

Você sabe o quer dizer exatamente as siglas LER e DORT? Segundo o site da APPDORT, "a denominação DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) é mais conhecida como L.E.R (Lesões por Esforços Repetitivos) e foi sugerida em estudo pela Previdência Social, em 1997, para definir ou identificar os distúrbios (desconforto, edemas, inflamações, atrofias, lesões, rompimentos e etc, nos tendões, nervos e músculos dos membros superiores), ocasionados por atividades relacionadas ao trabalho. Tais distúrbios geralmente são provocados por fatores relacionados à organização do trabalho, que incluem esforço repetitivo, jornadas de trabalho extensas, ausência de pausas ou períodos de pausas insuficientes, mobiliário inadequado, posturas inadequadas, estresse, competitividade, pressão psicológica por produtividade e das condições físicas pessoais (sedentarismo, baixa resistência física)".

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