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Pesquisa revela que comunicação interna é mais importante do que salário

People at Work é nova pesquisa mundial da Mercer Human Resource Consulting, que traz dados sobre a visão de funcionários sobre a comunicação praticada pelas empresas
 
A comunicação está relacionada à retenção, comprometimento e satisfação dos funcionários. Se uma organização deseja melhorar o comprometimento, a satisfação e a retenção dos funcionários, ela deveria dar uma boa e atenta olhada na maneira como ela se comunica com seu pessoal. Uma nova análise da Mercer Human Resource Consulting sugere que a comunicação é um fator crítico no engajamento e retenção de funcionários – talvez até mais importante que o salário.
 
Por meio de sua pesquisa “People at Work” (“Gente no Trabalho”), conduzida no final de 2002, a Mercer solicitou a uma amostra representativa de 2.600 empregados norte-americanos que compartilhassem sua atitude e percepção em relação a seu emprego, organização, ambiente de trabalho e administração de sua organização. Das mais de 180 questões da pesquisa, cerca de 15 focavam especificamente na comunicação organizacional. A seguir, confira as principais revelações da pesquisa:

  • Entre os funcionários que afirmam que sua organização faz um bom trabalho em manter seus empregados bem informados a respeito de assuntos que lhes afetam, apenas 15% afirmam estar seriamente considerando deixar a empresa enquanto 6% afirmam estar insatisfeitos com sua organização. Entre os funcionários que afirmam que sua organização não os mantém informados, 41% estão pensando em sair e 42% dizem não estar satisfeitos.
  •         Entre os funcionários que dizem ter pronto acesso à informação que precisam para fazer seu trabalho, 18% estão seriamente pensando em sair e 10% dizem estar insatisfeitos com sua organização. Entre os funcionários que dizem não ter pronto acesso a esta informação, 48% estão pensando em sair, enquanto 49% dizem estar insatisfeitos.
  •         Entre os funcionários que dizem receber assistência e informação necessária para administrar sua carreira, 14% estão seriamente pensando em sair da empresa, enquanto 6% estão insatisfeitos com sua organização. Entre os funcionários que dizem não receber esta informação e assistência, 48% estão pensando em sair e 50% estão insatisfeitos com sua organização.

Os mesmos fatores relacionados com comunicação mostram ter uma forte correlação com o senso de comprometimento dos funcionários à sua organização.
 
As diferenças não são tão grandes em relação a algumas questões envolvendo salários. Por exemplo, entre os funcionários que acreditam estar sendo pagos de acordo com seu desempenho e contribuições para a organização, 14% estão seriamente considerando sair e 7% estão insatisfeitos com sua organização. Entretanto, entre os funcionários que acreditam não ser remunerados justamente, 39% estão pensando em deixar a empresa e 36% estão insatisfeitos.
 
“Estes resultados vão contra o pensamento convencional de que salários e benefícios são tudo o que importa para os funcionários”, diz David Slavney, consultor sênior em Comunicação da Mercer. “Claramente, os funcionários valorizam uma comunicação efetiva com seus empregadores. Ela afeta seu comprometimento geral e satisfação, e é um fator em suas decisões de ficar ou deixar a empresa”.
 
A análise da Mercer sugere que os funcionários desejam mais que a informação que os ajuda a realizar suas tarefas e administrar suas carreiras; eles também querem saber para onde sua organização está indo. Entre funcionários que dizem que a gerência sênior transmite uma visão clara da direção futura da organização:

  •         16% dizem estar seriamente pensando em sair;
  •         7% estão insatisfeitos com sua organização; e
  •         6% dizem não sentir um forte comprometimento.
     

Por outro lado, entre funcionários que dizem que a gerência sênior não comunica uma visão clara da direção futura da organização:

  • 40% dizem estar seriamente pensando em sair;
  •         39% estão insatisfeitos com sua organização; e
  •         32% dizem não sentir um forte comprometimento.

“Enquanto continuamos enfrentando tempos de dificuldades econômicas, as empresas estão procurando novas maneiras de manter os funcionários engajados e de aumentar a produtividade e crescimento”, diz Slavney. “Em um período de melhor situação econômica, os empregadores teriam reagido às questões de comprometimento, satisfação e retenção usando a estratégia de ‘aplicar dinheiro ao problema’, por meio de melhores salários e benefícios. Nós vimos isto acontecer durante a explosão das empresas ‘ponto-com’ no final dos anos 90, mas esta não é mais uma alternativa viável hoje e ainda há a questão de não sabermos se esta estratégia realmente é efetiva”.
 
"No Brasil, a percepção sobre o impacto da comunicação na satisfação e retenção dos funcionários ainda não é tão clara", diz Mariana Mouret, consultora de Comunicação Estratégica da Mercer em São Paulo. "Entretanto, já sabemos que empresas que investiram na melhoria de sua comunicação interna estão obtendo excelentes retornos em termos de nível de satisfação medida em pesquisas de clima". Para ela, o importante é perceber que salário e benefícios não são as únicas armas para reter e motivar pessoas.  "As empresas precisam entender que têm uma outra ferramenta poderosa à sua disposição – boa comunicação. Ela tem uma ótima relação custo-benefício e, conforme mostra esse estudo da Mercer, faz uma significativa diferença na maneira como os funcionários pensam sobre seus empregadores e o futuro de sua organização", conclui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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