Melhorando o ambiente de trabalho
Os seres humanos, em suas relações pessoais e profissionais, deveriam ter mais simpatia uns pelos outros

Por Luiz Carlos Moreno*

Compreendendo e praticando a “simpatia”, com certeza, podemos contribuir para tornar o ambiente de trabalho e a vida pessoal mais alegre e plena de significado. A palavra simpatia vem do grego sympátheia , que significa participação em ou sensibilidade ao sofrimento do outro, compaixão; e chegou à nossa língua pelo latim sympathia .

Efetivamente, o termo se aplica:

  • Às relações que há entre pessoas que instintivamente se sentem atraídas entre si;
  • À atração que uma coisa ou uma idéia exerce sobre alguém;
  • À faculdade de compartir as alegrias ou tristezas de outrem;
  • Ao interesse em atender às pretensões de alguém;
  • À pessoa muito simpática;
  • Aos primeiros sentimentos de amor;
  • Ao ritual posto em prática ou objeto supersticiosamente usado para prevenir ou curar uma enfermidade ou mal-estar;
  • Ao sentimento caloroso e espontâneo que alguém experimenta em relação a outrem;
  • À tendência ou inclinação que reúne duas ou mais pessoas;
  • À tendência que se julgava existir entre as qualidades de certos corpos;
  • Ao tratamento intencionalmente amistoso dado a alguém.

Da mesma forma que a “antipatia”, a “simpatia” pode ocorrer de forma imediata e gratuita, isto é, sem conhecer a outra pessoa. Esse sentimento (ou fenômeno social) também pode ser substituído pelo seu contrário, através da interação e da convivência. É mais freqüente do que se imagina. Isso indica que devemos pautar nossas ações e comportamentos com mais cuidado, especialmente em ambientes desconhecidos.

Uma reflexão sobre o tema nos leva a crer que os seres humanos, em suas relações pessoais e profissionais, deveriam ter mais simpatia uns pelos outros, respeitando mutuamente suas características e ajudando-se uns aos outros nos momentos de dificuldades, operacionais, por exemplo.

Os ambientes organizacionais, de competição crescente e acirrada, favorecem ao individualismo (no seu sentido destrutivo e pernicioso), que resulta em egoísmo, no não compartilhamento. As pessoas que, por alguma razão (preparação insuficiente, falta de treinamento, de orientação ou de colaboração), conhecem o insucesso são rotuladas como incompetentes ou fracassadas, sendo, portanto, desprezadas ou descartadas pelo sistema. Os bem-sucedidos, ainda que alardeados e exaltados como modelos, fortalecem seu individualismo (se tornam antipáticos) e geram inveja, também uma forma perniciosa, destrutiva. O ambiente de trabalho nesse caso também se torna insuportável.

Se você é do tipo “com empatia”, está usando suas habilidades ao seu favor. É um bom negociador, controlando pessoas ou crianças, no trato com o público; assim, trabalhos como de professor e líder de equipe, são perfeitos para você. Também é provável que esteja sintonizado com as suas próprias emoções, fazendo uso adequado delas (emocionalmente inteligente), porque a empatia em relação às outras pessoas pressupõe que você se coloca no lugar delas. Procure evitar, contudo, usar essa capacidade apenas para atender aos seus interesses, tornando-se uma pessoa meramente manipuladora em vez de ajudar as pessoas a se sentir melhores.

Se você é simpático, tem uma boa combinação para assumir uma postura direta e ainda assim ser capaz de sentir empatia. É provável que algumas pessoas sejam ainda incompreensíveis para você, mas se fizer um esforço, conseguirá analisar a maioria das situações. Amplie as suas sensibilidades no que se refere à empatia – os cargos de supervisão e de gerência, assim como um trabalho voluntário são muito salutares.

Uma vida pessoal e profissional pautada pela “empatia” e pela “simpatia” resultará num ambiente mais produtivo, saudável e harmonioso. Em geral, as pessoas dão o melhor de si num ambiente como esse. Sabendo disso, faça sua parte.


*Luiz Carlos Moreno é p edagogo e especializado em Andragogia .

 

 

Receba informações quinzenais sobre o mercado de RH no seu e-mail gratuitamente.