Treinamento lúdico                  
Cada vez mais as empresas utilizam peças teatrais
para treinar e informar seus funcionários

Por Miguel Vitor Gonçalves*

As empresas lutam em busca de melhores resultados, procurando atender cada vez melhor seus clientes internos e externos. Os caminhos básicos e já conhecidos para atingir essa meta passam pela preocupação cada vez maior em produzir bons produtos, oferecer bons serviços e fazê-los chegar ao seu destino a tempo e custo ideais. Dentro desse contexto, o setor de RH desempenha papel fundamental, promovendo o desenvolvimento dos profissionais que atuam nos diversos setores. Hoje, treinar pessoas é comparado a práticas de manutenção e melhorias realizadas nos equipamentos de uma empresa, pois estes representam o ativo físico e elas formam o ativo intelectual. Se a organização não se preocupa em manter seus equipamentos em bom estado de conservação e promover melhorias nos mesmos, sua vida útil será, com certeza, abreviada. Do mesmo modo, se não houver a manutenção, atualização e up grade da capacidade intelectual, de nada adianta a conservação de suas máquinas atuais ou instalação de outras, mesmo que mais modernas e com maior produtividade prometida por seus fabricantes.

O treinamento é um dos maiores investimentos que boas e destacadas empresas fazem, pois promove o crescimento das pessoas, seu maior patrimônio. Porém, para que esse treinamento seja eficaz, são necessários alguns pontos básicos, sem os quais todo o esforço despendido pela organização ou pelo funcionário será total ou parcialmente inútil.

Um desses pontos é a definição correta do treinamento, baseada nas verdadeiras necessidades existentes para cada pessoa. Outro detalhe de vital importância é a vontade de cada funcionário em aprender e, mais importante ainda, é que ele esteja motivado para aplicar os conhecimentos adquiridos em cada evento.

Ainda interfere na efetividade e eficácia do treinamento a pessoa que tem a difícil tarefa de transmitir princípios e ensinamentos a grupos normalmente heterogêneos em diversos aspectos, variando desde a vontade até a necessidade de seus participantes. Encontramos muitos palestrantes que conseguem prender a atenção de platéias, independentemente da quantidade de expectadores ou do tempo que duram suas exposições, nos mais variados assuntos. São verdadeiros mestres e artistas da comunicação . Sua capacidade de manter pessoas atentas às suas palavras e gestos, faz com que todos, ao final do treinamento, saiam não só elogiando, mas também e, principalmente, com aquele ensinamento bem memorizado e convencidas de que tudo o que foi dito deve e vale a pena ser colocado em prática.

A essas variações somam-se os tipos de recursos utilizados para a transmissão de conhecimentos: cursos, palestras ou ainda o desenvolvimento dos mais diferentes temas, por meio de peças teatrais.

O teatro, desde sua criação, foi e continua sendo uma ótima opção para denunciar, divertir e também para informar. Eu ainda acrescento: para formar pessoas. Quando dizemos que teatro é cultura, estamos fazendo uma consideração muito abrangente, pois se trata de uma das mais fortes maneiras de disseminação de conhecimentos. Por isso, as empresas estão investindo tanto nesse recurso, para transmitir aos seus funcionários orientações sobre qualquer assunto que se faça necessário.

A segurança foi um dos primeiros temas abordados com peças de teatro dentro do ambiente corporativo. Hoje, qualquer assunto é divulgado e muito bem aceito por todos. Temas complexos e técnicos são tratados com a mesma simplicidade de temas comuns como segurança no trabalho e meio ambiente.

Mas, qual é o fator mais marcante e que atrai tanto a atenção dos funcionários ou colaboradores – como queiram - fazendo com que o tema central seja entendido e absorvido? A resposta é simples: as peças teatrais têm como estilo a comédia. Através do lúdico, chama-se a atenção e, em meio ao jocoso, é transmitido o sério. Principalmente porque as apresentações ocorrem durante os horários de trabalho. Imaginemos que você seja convidado para assistir a uma palestra sobre um assunto técnico, por exemplo, às 2h da madrugada. Sem questionar a capacidade do responsável por fazer a apresentação, a sua disposição não será a mesma se você soubesse que iria assistir a uma peça de teatro cômica.

Por isso, para que o objetivo de treinar pessoas seja atingido, além das palestras, filmes e cursos, encontram-se no mercado várias empresas que oferecem o teatro como forma de ensinar divertindo. Logicamente, há ocasiões em que a palestra é necessária, principalmente quando se tem que informar estatísticas e resultados de um determinado processo ou projeto, quando a platéia irá participar da discussão sobre o assunto como se fosse em uma reunião. Nesse caso, é indispensável a presença de uma pessoa especializada e totalmente envolvida com o trabalho. Mesmo assim, nunca é demais uma pitada de humor. Você já ouviu aquele ditado “Rir é o melhor remédio”?
Vamos rir e aprender: duas coisas ótimas para qualquer pessoa.

*Miguel Vitor Gonçalves é a utor e diretor de inúmeros trabalhos de teatro abertos ao público e também de peças direcionadas a empresas dos mais variados segmentos.

 

 

 

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