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(25.03.08)
Planejamento e respeito às pessoas
Diretora Nacional de RH da rede Giraffas, Maria do Socorro entende
o desafio e orgulha-se por estar à frente de um segmento promissor


Por Priscila D'Amora

Psicóloga de formação e pós-graduada em Comunicação e Gestão Empresarial pela Universidade de Brasília, Maria do Socorro trabalha há mais de 22 anos com RH e hoje é diretora nacional do Recursos Humanos da rede Giraffas. Acumulando as funções de professora de Marketing de Varejo e conselheira do Conselho Regional de Psicologia, nossa entrevistada mantém-se extremamente otimista com relação ao crescimento do fast-food no Brasil.

Desenvolvendo um trabalho baseado no planejamento e valorização de pessoas, Maria do Socorro fala sobre o seu amor ao trabalho e a busca pelo crescimento interior.

Conheça um pouco mais dessa profissional na entrevista, abaixo, que ela concedeu ao Empregos.com.br .

Empregos.com.br - Você já teve uma passagem anterior pelo Giraffas. Conte um pouco dessa sua ligação com a rede?
Maria do Socorro - Em 1988 eu cheguei ao Giraffas como consultora para estruturar a área de Recursos Humanos. Após seis meses de serviços prestados, recebi o convite para me dedicar totalmente à rede e assim fiquei durante cinco anos. Após esse período, enveredei pela área da construção civil, segmento hoteleiro, fui concursada pelos Correios, trabalhei com treinamento de altos executivos, enfim, conheci diversas vertentes, justamente porque queria conhecer outros segmentos. Após nove anos afastada do Giraffas, voltei.

Empregos.com.br - Essa procura por novos segmentos foi uma espécie de busca por novos desafios?
Maria -
Sair da zona mais confortável para procurar outras formas de se engrandecer profissionalmente não é difícil quando a pessoa é movida a desafios, e esse é meu caso. Estive em uma organização como os Correios e achei maravilhoso por sustentar uma grande estrutura. Mas, em meu caso, encontrei na iniciativa privada a possibilidade de observar os resultados dos trabalhados de forma mais imediata, o que não deixa de ser um grande desafio, mesmo porque adoro uma pressão (risos).


Empregos.com.br - O que a fez voltar ao Giraffas?
Maria -
Recebi um convite para retornar ao Giraffas como gerente de RH. Nesses anos de profissão, tive ajuda de um coaching, que me auxilia em momentos como esse. Então, dentro dessa possibilidade de retorno, olhamos para o mercado e visualizamos que havia uma tendência de crescimento maior para no segmento de fast-food . E nisso, retornei muito satisfeita, tanto que, em todos os lugares que eu vou, falo de como sou uma profissional duplamente privilegiada por trabalhar fazendo o que eu amo e com quem amo.

Empregos.com.br - Qual é a principal diferença entre o seu papel como consultora e o que desenvolve atualmente?
Maria -
Vou voltar 18 anos na minha carreira. Eu tive minhas filhas dentro do Giraffas e construí uma história lá dentro. A diferença é o nível de comprometimento. Não que um consultor não tenha essa postura, mas ele dá o melhor que ele pode, ajuda a empresa, mas essa ajuda vem de ações pontuais e o processo decisório de implantação e manutenção não depende dele. Na minha experiência atual, os processos dependem de mim também. Hoje, faço o papel da pessoa que analisa os processos em conjunto com a diretoria. O que pesa realmente é o fato de além de conhecer a história do Giraffas me tornar parte dela.

Empregos.com.br - Quais foram as principais mudanças que presenciou em tanto tempo de casa e em contextos profissionais diferentes?
Maria -
Primeiramente, tínhamos um RH muito voltado às questões de recrutamento e seleção. Ao longo dos anos começamos a nos preocupar também com as nossas lojas e pontos de venda. Esse progresso aconteceu da seguinte maneira: ficamos direcionados em questões de gerenciamento de gestão e em como capacitar esse gestor de loja para colaborar em uma série de programas que desenvolvemos. É uma rede de colaboração entre gerente, colaborador e franqueado.

Empregos.com.br - Fale um pouco sobre os programas que desenvolvem dentro da rede.
Maria -
Um dos carros chefes da rede é o PDGG (Programa de desenvolvimento gerencial do Giraffas). Ele consiste em um curso que dura em média 80 horas e divide-se em módulos, são eles: contabilidade, boas práticas de fabricação, gestão operacional de lojas, gestão de pessoas, gestão de Marketing e módulo de informática. Temos o CETI (Centro dos Talentos Humanos do Giraffas), presente em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Recife. Além desses programas, desenvolvemos o Treinador de Equipe, que se faz como um processo de multiplicação junto aos franqueados. Porém, o que mais nos emociona é o Talentos que Brilham. Nele premiamos funcionários em três níveis: operacional, gerencial e subgerentes. Esse tipo de premiação e reconhecimento fomenta somente coisas boas. Para mim, é extremamente emocionante, pois a cada ano que passa percebemos que estamos ajudando no aprimoramento, na valorização das pessoas e na motivação de equipes.

Empregos.com.br - Outros gerentes procuram você para entender e aplicar esse esses cases em suas empresas?
Maria -
Eu ministro palestras em algumas universidades. Além de transmitir as experiências que vivencio no Giraffas, posso passar alguns processos a serem aplicados em seus segmentos.

Empregos.com.br - Fale um pouco sobre a responsabilidade de assumir a gerência nacional de Recursos Humanos do Giraffas?
Maria -
O que eu percebo em termos profissionais é que esse tipo de missão, a de um gerente nacional, precisa, acima de tudo, vir com uma postura empreendedora, no sentido de acreditar na marca e no lugar que trabalha. Para isso, o profissional precisa buscar conhecimento a todo momento. Não existe gestor sem capacitação, ele precisa estar de olho no mercado e desenvolver a visão de estabelecer parcerias.

Empregos.com.br - No cenário atual muito tem se falado na necessidade de agregar valor junto a parceiros. Como você aplica isso no Giraffas?
Maria -
Vou citar um exemplo. Estive em São Paulo há um tempo e recebi pessoas que poderiam ser possíveis parceiros. A questão é que as pessoas não comparecem com esse olhar, em sua maioria, querem vender algo ao RH. E é nessa questão que vem a postura de um gestor de Recursos Humanos empreendedor. Já no primeiro contato deixei claro que não os estava recebendo como vendedores e sim como possíveis parceiros para algumas tecnologias que eu não detinha e que gostaria de obtê-las formando um braço que agregasse algo positivo para ambos. Eu encontro as pessoas com esse olhar e tento expor esse ganha-ganha.

Empregos.com.br - Em sua visão, qual é o principal ganho para a empresa?
Maria -
Como nossa empresa está em franca expansão, se não buscarmos parcerias não daremos conta de tamanha demanda. Se eu ficar engessada aqui no meu trono porque as coisas estão dando certo e porque temos certo know-how , não conseguiremos alcançar mais do que estamos alcançando. É assim que nos mantemos estratégicos.

Empregos.com.br - Tornar o RH estratégico. Embora seja um assunto bastante em alta ultimamente, vocês realmente exercem esse papel no Giraffas?
Maria -
Temos sim. Nós participamos de reuniões junto à nossa diretoria, em que desenvolvemos reuniões pontuais em que cada área expõe os pontos críticos de cada franquia. Possuímos um bom nível de comunicação com a diretoria e nosso fluxo e acessibilidade é grande. Em uma empresa como o Giraffas, em que são poucos os níveis hierárquicos, fica mais fácil estar perto do estratégico.

Empregos.com.br - Como estamos falando em franquias, como é a atuação do RH nesse caso?
Maria -
Eu desenvolvo um planejamento para que eu possa dar suporte às áreas envolvidas. Como tenho uma programação, eu consigo visualizar as necessidades de todos os pontos a serem atendidos. Com esse tipo de trabalho eu vejo muito trabalho e muito suor também, pois como lidamos com a satisfação direta de nossos clientes preciso ter muito bem definido meus pontos de atuação.

Empregos.com.br - É possível cumprir todos os compromissos?
Maria -
Eu procuro estar presente na maioria dos lugares em que sou solicitada. Parte dessa possibilidade vem da boa comunicação que possuo com minha equipe. É claro que existiram momentos em que fui ausente. Em relação a minha vida pessoal, eu procuro preencher essa falta nas minhas férias, em alguns finais de semana nos quais busco minha qualidade de vida.

Empregos.com.br - Para você, quais são as estruturas necessárias para desenvolver um trabalho de qualidade dentro do Recursos Humanos?
Maria -
Uma questão fundamental é a tecnologia. É necessário possuir ferramentas que facilitem essa interatividade. Uma outra questão é o fato de ter um bom nível de comunicação interna, que é fundamental para que a coordenação de um trabalho feito nacionalmente aconteça. Além disso, os papéis dentro da empresa precisam ser muito bem definidos com maturidade e responsabilidade.

Empregos.com.br - O RH sempre está preocupado com a satisfação do cliente interno e externo, ainda mais no seu segmento. Como vocês lidam com esses dois públicos?
Maria - Toda a empresa existe para o lucro. Como nós temos resultados pontuais, conseguimos definir quais são as ações de cada área para que isso aconteça. Então, não podemos excluir o Recursos Humanos da questão do lucro, senão nós mesmos não poderíamos existir. A respeito do cliente interno desenvolvemos o atendimento ao cliente, Girafone, em que consigo detectar uma série de demandas e sanar os eventuais entraves que possam existir.

Empregos.com.br - Como dito anteriormente, o segmento está em franca expansão. Quais são seus planos para rede?
Maria - Um grande desejo nosso é a construção de uma Universidade Corporativa. Eu vejo que o meu reconhecimento e a minha aspiração vão estar ligados exatamente ao resultado da minha área. Com ela, eu posso construir bases sólidas e grandes profissionais.

Empregos.com.br - Qual é a visão do trabalho que fez com pessoas até o momento? O que falta realizar?
Maria - Com o tempo, eu gostaria de poder observar os meus feitos e constatar que fui uma pessoa que agregou valor, e que estabeleceu momentos de troca nesse planeta. Eu busco muito por paz interior e me preocupo realmente com as pessoas, e isso não é frase feita. No momento acho que estou sendo coerente com a missão que tracei aliada ao trabalho e ao lucro que preciso mostrar. Procuro rever como são os meus processos internos e o que estou fazendo de bom para mim e para o mundo. A busca pelo auto- aperfeiçoamento não é uma utopia entre os profissionais, é algo totalmente real.

 

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