Doralício Siqueira Filho, diretor da SBDG
por Camila Micheletti
Porto Alegre vai sediar, de 17 a 19 de Setembro próximos, o II Congresso Latino-Americano de Dinâmica dos Grupos e o III Congresso Latino-Americano de Dinâmica Interpessoal. O Evento, que está sendo promovido pela SBDG - Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos e conta com a coordenação da Racional Consultoria, vai ter mesas-redondas, talkshows, conferências, seminários e laboratórios vivenciais.
São esperados representantes de 18 estados brasileiros e ainda de vários países da América do Sul, como Chile, Paraguai, Argentina, Uruguai e República Dominicana. "Queremos que com a segunda edição do Congresso a SBDG torne-se um centro de referência em dinâmica dos grupos na América Latina", afirma Doralício.
A Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos é uma entidade sem fins lucrativos que fornece subsídios técnicos, científicos e vivenciais a pessoas que atuam junto à grupos em seus diversos segmentos, como organizações, escolas, comunidades e outros. Foi fundada oficialmente no ano de 1986, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, por um grupo de profissionais, baseada nos princípios da Dinâmica dos Grupos introduzidos no Brasil por Fela Moscovici e fundamentados, principalmente, no Institute of Applied Behavioral Science dos EUA. (NTL).
A SBDG tem como objetivo maior a capacitação de profissionais para trabalharem processos grupais dentro de princípios éticos e com rigor científico, desenvolvendo Programas de Formação de Coordenadores de Dinâmica dos Grupos em diversos estados brasileiros.
Confira a seguir os melhores momentos da entrevista com Doralício, diretor da Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos e um dos coordenadores do Evento:
Empregos.com.br - O tema do evento é "Pequenos Grupos, Grandes Resultados". Como vocês pretendem abordá-lo?
Doralício Siqueira Filho - O grande objetivo do Congresso é trabalhar este tema, e para isso propomos um mergulho desde as demandas sociais e organizacionais que estão determinando mudanças nos processos de aprendizagem e, a partir deste, um exame que oportunize ampliar a compreensão dos fenômenos grupais e de metodologias que possibilitem alcançar grandes resultados com pequenos grupos. Queremos, também, que com a segunda edição do Congresso a SBDG torne-se um centro de referência em dinâmica dos grupos na América Latina.
Empregos.com.br - Mas o trabalho com os pequenos grupos é sempre eficaz?
Doralício Siqueira Filho - Bem, tudo depende de como eles são desenvolvidos. Pequenos grupos de trabalho têm muito potencial de realização, que precisa ser melhor aproveitado pelas organizações. Vamos mostrar no Congresso algumas formas de maximizar o potencial dos grupos.
Empregos.com.br - Como está organizado o Evento?
Doralício Siqueira Filho - A concepção temática do congresso está dividida em três partes: a primeira é a identificação das demandas sociais; depois teremos o exame dos processos de aprendizagem e, por fim, veremos quais as metodologias que facilitam o entendimento dos trabalhos grupais, e a melhor forma de trabalhar com as mesmas. Teremos palestrantes de renome internacional, como Maria del Pilar González Lopez, cadetrática de Psicologia Social da Universidade de Barcelona, e também especialistas brasileiros no assunto, como Jorge Ponciano, Ataliba Vianna Crespo e Francis Valdivia de Matos.
Empregos.com.br - Qual a expectativa de público para o Congresso?
Doralício Siqueira Filho - O evento é bianual, ocorre a cada dois anos. Em 2001, tivemos 600 pessoas. Como este ano já é a segunda edição e o Congresso já está mais conhecido, esperamos ultrapassar este número. Até agora, já temos cerca de 350 inscrições feitas.
Empregos.com.br - Qual o papel do profissional de RH no bom andamento dos grupos dentro das empresas?
Doralício Siqueira Filho - O profissional de RH deve ser o facilitador da mudança cultural, tem que estar sempre olhando para frente. É ele que vai apagar os modelos mentais do passado que ainda vigoram nas organizações, para assim lutar para que se evolua para um modelo mais atual, que valorize o talento de cada profissional em prol do grupo. Hoje a tendência é cada vez mais trabalhar no coletivo, inclusive no chão de fábrica, através de equipes auto-gerenciáveis. O individualismo está em decadência, definitivamente.