Ética no mundo corporativo (10.06.08)
Por Maria Inês Felippe*
Todos nós sabemos que os seres humanos estão em constante mutação, há muitas tentações na sociedade em geral, como também sabemos que as empresas são organismos vivos. Na verdade, não existem empresas e, sim, pessoas com objetivos dando vida a uma idéia, a um projeto, até a uma máquina e ou equipamento. Na atualidade, por questões de sobrevivência, percebemos uma grande demanda das empresas com relação à busca da competitividade e há quem diga que no mundo dos negócios a busca pela sobrevivência, pela ética fica praticamente renegada. Será?
Trata-se de tema polêmico e pessoal. Quem nunca colou na prova? Ou até mesmo no ambiente de trabalho, quem nunca esteve envolvido em situações duvidosas? É fato que as ações antiéticas trazem resultados em curto prazo, porém, em longo, serão negativos. Muitas vezes, agimos de acordo com a nossa conveniência, pois sempre queremos ganhar. A “Lei de Gerson” impera, o “jeitinho brasileiro” está bem descrito nos livros do antropólogo Roberto Da Matta, muito bem categorizado, assim como a busca incessante do sucesso a qualquer preço e a curto prazo.
É fácil dizer, mas são as ações que mostram os princípios éticos. No mutável mundo de hoje, só temos uma saída para sobreviver e cumprir nosso papel: temos de OUSAR ETICAMENTE, contribuir de maneira societária, e não somente agirmos como rolo compressor, reprodutor, por vezes desumano, ou até mesmo “surrupiando idéias”, desconsiderando o criador, desestimulando a criatividade do outro e a sua própria potencialidade. Ressaltamos a importância da criatividade levada a sério para o bem da sociedade e não somente para ações particulares e ganhos puramente pessoais.
A criatividade deverá ser vista como busca da valorização humana, da sociedade e não somente a busca de resultados, melhoria dos procedimentos, produtos, serviços e soluções de problemas, até mesmo para alegrar pessoas ou dar nova roupagem para velhos problemas. Essa conduta é percebida por todos, contudo, mais tarde, não teremos de cobrar. A empresa está na contramão.
Maxwell, autor do livro Ética é o melhor negócio sugere:
Pensando na proposta acima e nos acontecimentos atuais, reflito e acabo por concluir que: não importa o que as pessoas fazem conosco. O que realmente importa é o que estamos fazendo com nós mesmos e o que permitimos que os outros nos façam.
É aí que entra a sua enorme responsabilidade em virar esse jogo.
Tendo como referencial o oitavo item, pontuamos uma ação de vanguarda para o profissionais em geral: Foco em resultado e no processo .
Os profissionais em geral, especificamente os lideres, estão inseridos no projeto maior, visando atingir seus resultados , e agora recebem mais uma responsabilidade: deverão se atentar no como atingir, como está o cliente, as pessoas em geral, suas necessidades, processos de tratamento e integridade com o cliente e as condições físicas e psicológicas de trabalho.
Portanto, os meios indicam valores, princípios, além dos resultados atingidos.
*Maria Inês Felippe é colunista do Empregos.com.br,
consultora e palestrante, especialista em Criatividade, Inovação
e Gestão, e autora do livro 4 C's para Competir com Criatividade
e Inovação (Editora Qualitymark) - www.mariainesfelippe.com.br
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