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Novos tempos, novos planos

Por Carlos Hilsdorf*

Aqui estamos nós, nesta ritualística época onde pessoas e empresas refletem sobre o que passou, o que gostariam que houvesse passado, as diferenças entre as expectativas e a realidade e, claro, as metas para o ano novo.

Interessante notarmos que muitas pessoas competentes, cujos talentos foram aproveitados na formulação do planejamento estratégico do próximo ano, não possuem na esfera particular um planejamento estratégico de vida!

"Casa de ferreiro, espeto de pau", diziam nossos avós. Mas será que da época deles até hoje ainda não aprendemos a reverter a coerência deste provérbio?

Se eu pudesse dar um conselho para as pessoas que mais amo, este conselho seria: coloque-se mais na agenda!

A arte de administrar o tempo é fundamental para que a nossa vida não se torne operacional e apenas " profit oriented " (orientada para o lucro). A não ser é claro, que passemos a abordar lucro em um aspecto mais amplo: lucro social, lucro emocional, lucro familiar, lucro nas amizades, etc.

A linha que divide um comportamento saudável, ainda que intenso e muito dedicado, de um comportamento destrutivo no âmbito da saúde global e das nossas relações mais importantes com a vida é muito tênue.

Observo que a imensa maioria das pessoas ainda não encontrou um caminho coerente dentro da nova ótica da competitividade. Continuo pensando que os negócios fazem parte da vida e não a vida dos negócios.

Após as reflexões naturais sobre o Natal, um tempo em que o nascimento de uma criança divide a história da humanidade em duas, antes e depois do seu nascimento, pode nascer em nós a consciência de dividir nossa vida em duas: antes e depois do nosso planejamento estratégico de vida.

Isso fará toda a diferença. Nós não planejamos para acertar cem por cento sobre o futuro, mas planejamos para errarmos menos quando o futuro chegar.

Observe os propósitos que você listou no último dia de 2005, compare-os com a realidade, como foi o seu desempenho?

As coisas que não aconteceram, não aconteceram por quê?

Você subestimou?

Superestimou?

Não se dedicou o suficiente?

Exagerou na dose?

Escolheu as metas erradas?

Esqueceu de você?

O ritual de passagem de um ano para o outro possui importantes características psicológicas, mas elas perdem importância a cada ano se ao invés de comemorar o que você atingiu, você tem uma espécie de depressão de ano novo.

Coloque-se na agenda. Para atender às demandas por resultados, cortes de custos, sobrecarga de trabalho e tudo o mais que o cotidiano das empresas solicita, você precisa estar bem. Dedique-se a estar bem.

Aja em favor de si mesmo para que você tenha tempo, energia e condições de agir em favor do desenvolvimento dos outros.

Feliz ano novo, que ele seja refletido, planejado, repleto de paz e alegria!

* Carlos Hilsdorf é colunista do Empregos.com.br, economista, conferencista, consultor, pós-graduado em Marketing, pesquisador do Comportamento Humano e autor do livro Atitudes Vencedoras.


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