A criatividade como diferencial
Por Maria Inês Felippe*
Criatividade para quê? Como gerar idéias? Ser criativo é ser diferente? Essas são as primeiras perguntas que surgem na nossa consciência.
Eu tenho que ser criativo? Ser diferente? Ou é apenas mais um requisito a ser exigido pelas empresas? Estamos acostumados a considerar a criatividade como algo pessoal, intransferível e eloqüente. Engano nosso! É algo que poderá ser desenvolvido e que deve fazer parte da nossa vida, do nosso estilo, da nossa competência e comportamento.
Sem grandes investimentos a empresa poderá propiciar ações criativas, dando a liberdade de opinar, errar, aprender com estes erros e, principalmente, de buscar alternativas de diferenciação nos produtos e serviços. Hoje em dia, o ato de criar ou inovar não se restringe apenas ao empreendedor.
É necessário que haja uma ação conjunta entre empregados e empreendedor. Buscar o diferencial é oferecer algo a mais do que o cliente esperava, atrair sua preferência, adaptar-se às suas necessidades, modificar produtos, buscar soluções, estratégicas, fugir do convencional. A criatividade é um fenômeno que se move entre os atributos dos homens e as exigências da sociedade. Considerando que as empresas fazem parte de uma sociedade, o incentivo à criatividade implica num bem que é criado para a mesma.
A empresa deverá investir em cursos que despertem no empregado a sua imaginação, experimentação, objetivando inovações, melhorias nos processos, racionalização de mão-de-obra, de materiais e tecnologia, comunicação eficaz, etc.
Dentro do cenário atual do País, não há dúvida de que o trabalhador possui condições básicas para tornar-se uma pessoa mais criativa do que já é. Muito embora a socialização e a cultura de algumas organizações tende a diminuir esta potencialidade, principalmente pelas práticas das ações rotineiras.
Trata-se de recursos valiosos de que dispomos e que necessitam ser cultivados pelas organizações por meio de técnicas de geração de idéias, de resolução criativa de problemas, analogias não usuais, pensamentos divergentes e convergentes, etc. Dessa forma, todos poderão “sonhar”, analisar, testar e posteriormente concretizar a idéia inicial.
Cabe também ressaltar a importância do envolvimento geral da organização, desde a presidência até os cargos operacionais, nos programas de implantação de criatividade. Ou seja, deverá fazer parte da estratégia e cultua da organização.
Podemos perceber uma quebra de paradigmas, em que não somente os chefes e o empreendedor devem ser criativos dentro da organização.
A criatividade está relacionada com processos de pensamento, imaginação, intuição e originalidade. Podemos perceber que se trata de características importantes para um profissional de sucesso, aliado, é claro, aos conhecimentos técnicos e demais habilidades necessárias.
Estimular a criatividade é estimular também a flexibilidade, a visão de futuro, a autonomia, os trabalhos em equipe, a liderança, buscar soluções alternativas etc. Num mundo de mudanças, marcado por turbulências e incertezas, tudo isso se torna fundamental.
A criatividade humana não é temporal, é um patrimônio do ser humano e que deve ser compartilhado nesta sociedade. Ou seja, devemos criar ou inovar algo a ser aproveitado pela sociedade. Em alguns casos, é necessário mudar de pensamento. Desta forma, não há hora marcada para criar, pois tal prática deve ser constantemente estimulada e desenvolvida pelas empresas através de uma sistematização e preparação das mesmas para este novo cenário.
Devemos estar constantemente criando estratégias de ação, soluções diferentes para os diversos problemas nas organizações, criando novos produtos, inovando os já existentes. Só assim as empresas se tornarão criativas e competitivas. Por ser o ato de criar compartilhado com a sociedade, a organização deve servi-la. Nada mais justo, então, do que desenvolver a criatividade para a superação das expectativas dos clientes.
Quais as vantagens de atuarmos com pessoas criativas?
Obstáculos que impedem a criatividade:
Ventos favoráveis que facilitam a criatividade:
Melhores momentos do “Oscar” da Criatividade:
* Maria Inês Felippe Maria Inês Felippe é psicóloga, especialista em Administração de Recursos Humanos e Mestre em Desenvolvimento do Potencial Criativo pela Universidade de Educação de Santiago de Compostela, Espanha. Palestrante e consultora em Recursos Humanos, Desenvolvimento Gerencial e de Equipes, Avaliação de Potencial e Competências. Realiza também Treinamentos de Criatividade e Inovação nos Negócios. Palestrante em Congressos Nacionais e Internacionais de Criatividade e Inovação e Comportamento Humano nas empresas. Vice-presidente de Criatividade e Inovação da APARH. Website: www.mariainesfelippe.com.br.
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