Criatividade solucionando conflitos
Por Maria Inês Felippe*
O conflito pode ser comparado com a evolução da espécie: aqueles que sobrevivem são os que vão se adaptando ou transformando-se.
Empresa é um lugar privilegiado de conflitos pessoais, profissionais, de interesses, de ideologias, assim como atender clientes e negociar.
As crises existenciais percorrem a nossa vida desde o nascimento, na infância, na adolescência, na juventude, na fase adulta, nos relacionamentos interpessoais, na escolha da profissão, na aposentadoria, etc.
Podemos perceber o conflito como risco ou oportunidade, o que exige de nós uma atitude pró-ativa, levando por terra o ditado popular “depois da tempestade vem a bonança”.
A falta de imaginação atua como responsável e geradora de conflitos: as partes se recusam a imaginar o que os outros podem fazer, pensar ou sentir.
As pessoas agem como se desconhecessem as diferenças.
Somente escutar as pessoas não garante a sua resolução. Entender e trabalhar questões da diversidade passa a ser fundamental para uma administração moderna. Quando falamos de diversidades, não estamos nos referindo a raça, sexo ou religião, ou diferenças no mesmo nível hierárquico, mas estamos nos referindo às formas de pensamento e ideologias em todos os níveis hierárquicos, tanto horizontais como verticais.
O silêncio poderá ser uma grande fonte de indicativo de conflitos, sua resolução poderá dar-se por meio da negociação.
Negociar é alcançar objetivos com um acordo em situações que ocorrem pensamentos divergentes e convergentes. Faz parte da nossa vida desde os povos primitivos. Viver é negociar.
Exercícios de pensamento lateral e técnica de solução criativa de problemas poderão facilitar no ato de resolução de conflito.
A criatividade no processo de resolução de conflitos favorece a flexibilidade, oferece melhor aproveitamento da diversidade e da conciliação de situações opostas, encarando e conduzindo a negociação a favor de ambas as partes.
Ela favorece enxergar o que todos enxergam, mas visualizando coisas diferentes, transformando riscos em oportunidades, identificando algo mais do que o cotidiano, favorecendo o contorno de objeções, agindo pró-ativamente.
A pessoa pró-ativa e criativa possui uma postura sempre firme em relação aos diversos problemas que enfrenta, não só no mundo corporativo como também diante da vida. E ela não quer fazer parte do problema, mas sim da solução.
Considerando a economia globalizada em que vivemos, cada vez mais temos de pensar criativamente e agir estrategicamente.
Cabe ressaltar: Trata-se de uma questão de ponto de vista. Podemos perceber o conflito como algo d estrutivo ou construtivo.
Tirando proveito:
• Transformação de pontos negativos em positivos;
• Tomada de decisão;
• Crises e oportunidades;
• Diversidade como geração de idéias;
• Solução, evolução;
• Fator de liderança;
• Fator de negociação.
Identificando:
• Descomprometimento;
• Erros e quebras excessivas;
• Atrasos;
• Discórdias, guerras;
• Individualismo;
• Problemas sem solução;
• Valorização e desvalorização;
• Procrastinação;
• Fantasma do passado;
• Carga mental;
• Solidão;
• Silêncio.
O que fazer?
S olução criativa dos problemas.
Já que todos os problemas são solucionáveis, é importante que sejam bem definidos. Procure idéias e resolva criativamente.
Temos que ter cuidado na resolução dos conflitos para não gerar outros. O que percebemos é que por alguma razão, parece que a natureza humana exige que as pessoas ajam rapidamente quando enfrentam um problema.
Quando surge uma dificuldade, elas buscam a resolução sem esclarecer ou analisar o problema. Como conseqüência elas não resolvem os problemas ou os resolvem equivocadamente, causando, assim, outros conflitos, provocando o sentimento de frustração.
“Os conflitos sociais são motor de progresso e a mola propulsora do dinamismo. A imaginação e a inovação nascem da tensão e do conforto e não de uma unanimidade artificial”. (Alaim Duhamel)
* Maria Inês Felippe Maria Inês Felippe é psicóloga, especialista em Administração de Recursos Humanos e Mestre em Desenvolvimento do Potencial Criativo pela Universidade de Educação de Santiago de Compostela, Espanha. Palestrante e consultora em Recursos Humanos, Desenvolvimento Gerencial e de Equipes, Avaliação de Potencial e Competências. Realiza também Treinamentos de Criatividade e Inovação nos Negócios. Palestrante em Congressos Nacionais e Internacionais de Criatividade e Inovação e Comportamento Humano nas empresas. Vice-presidente de Criatividade e Inovação da APARH. Website: www.mariainesfelippe.com.br.
Entrevistas
Voando alto com o RH
Livros
Os 4 segredos do sucesso
Artigos
Gestão por processos