Como manter a qualidade da equipe terceirizada
A grande diferença entre as empresas reside nos predicados dos profissionais que executam o trabalho

Por Giovana Dias de Araújo*

Independentemente do tamanho da empresa, quem trabalha com prestação de serviços está sempre às voltas com a equação entre terceirização e qualidade. Quando equilibrada, essa relação se traduz em clientes satisfeitos e sucesso nos negócios.

Empresas que têm alcançado êxito em promover serviços terceirizados com alta performance atingem um grau de especialização. No entanto, para chegar até esse ponto, são necessários investimentos em implantações de processos contínuos de qualidade e, por conseqüência, de pessoas.

Após a idéia ser assimilada pela alta direção, há necessidade de criar e implantar ferramentas-padrão para a garantia da gestão. Mecanismos que possam medir o desempenho da equipe de trabalho operacional devem nortear a gestão do negócio.

O crescimento e desenvolvimento de uma empresa de prestação de serviços estão na valorização da mão-de-obra, ou seja, na consideração para com seu capital humano. Gerenciar pessoas pode ser encarado como uma arte, para a qual é preciso ter dom. Além disso, cabe ao gestor se profissionalizar tanto quanto possível.

Uma das principais qualidades de um gestor de pessoas é saber lidar com os variados problemas que surgem no dia-a-dia. Cabe, então, a ele, fazer com que o colaborador sinta-se amparado e valorizado pela gerência e, em contrapartida, extrair dele o seu melhor em forma de comprometimento com a excelência do trabalho executado. 

Quando a organização atinge essa percepção e as pessoas passam a ser consideradas talentos, chega-se ao ponto de maturação, onde as idéias são exploradas e a criatividade ganha espaço. O mercado, então, passa a contar com suas sugestões e soluções – o que torna a empresa cada vez mais competitiva.

Hoje em dia, entre as grandes empresas prestadoras de serviços de limpeza, o quesito tecnologia de ponta quase não sofre variações. Investimento em equipamentos de última geração é o mínimo que se pode exigir. A grande diferença entre as empresas reside na qualidade dos profissionais que executam o trabalho. 

Infelizmente, o mercado ainda comporta empresas dotadas de um parque de máquinas altamente modernizado que, no entanto, têm um quadro ativo de funcionários deficitário, composto por pessoas estressadas, desmotivadas e desvalorizadas – o que acaba, inclusive, justificando a alta taxa de absenteísmo e turnover , além de interferir na lucratividade e sucesso do negócio.

Avanço social  
Os Programas de Humanização e Valorização são realizados in loco, ou seja, no ambiente do tomador de serviços, refletindo a importância e o prestígio do local de trabalho. Deve-se dar destaque a cada evento realizado, levando o colaborador a perceber que o local onde ele trabalha é imprescindível para seu crescimento.

Excelentes programas têm sido implantados, oferecendo resultados a curto prazo. Muitos envolvem a premiação do “melhor” funcionário do mês, orientações sobre cuidados com a higiene e a apresentação pessoal, ou mesmo com relação aos cuidados com a saúde e realização de exames e check-up regulares. Há programas que, em parceria com sindicatos, melhoram o nível de escolaridade do colaborador e alguns que resgatam talentos internos, evidenciando um plano de carreira.

Os projetos desenvolvidos supõem uma quebra de paradigmas, particularmente nas relações tradicionais de trabalho. O gestor precisa criar condições para que haja uma relação harmônica, com espaço para a flexibilidade e criatividade de gestão. Os métodos punitivos – demissão, advertência, suspensão, descontos – devem ceder vez a estratégias de motivação, sempre que possível.

*Giovanna Dias de Araújo é enfermeira pós-graduada em Vigilância Sanitária pela Faculdade de Saúde da USP e gerente de operações da Brasanitas Hospitalar, empresa do Grupo Brasanitas Serviços Integrados.

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