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Carta de dispensa no processo seletivo
por Camila Micheletti

Por uma questão de compromisso e seriedade profissional, as empresas costumam enviar uma carta para os candidatos que são eliminados no processo seletivo. Geralmente elas seguem a mesma linha, informando que agradecem a participação e que o currículo ficará guardado para futuras oportunidades.

Pelo menos isso é o que se espera que aconteça. Infelizmente é comum ouvir depoimentos de candidatos que participaram de processos e jamais receberam uma resposta da empresa. Na opinião de Izabel Failde, psicóloga, consultora em RH e especialista em Dinâmica de Grupo do Empregos.com.br, o mais adequado seria uma resposta por telefone, já que cada candidato teve uma entrevista individual e merece comentários específicos. "Mas, em empresas grandes, onde comparecem, por exemplo, cerca de 50 candidatos para uma única vaga, fica difícil dar a resposta de forma individual. Eu acredito que, nesses casos, a carta acaba sendo a única alternativa, antes ela do que nada", afirma a psicóloga.

Izabel considera que a carta deve ser bem sutil e educada, com um conteúdo que não desmereça o profissional. "O ideal é colocar que ele poderá concorrer nos próximos processos e agradecer por ter participado e ter manifestado interesse em trabalhar na empresa", sugere ela.

Na maioria das empresas, o recrutamento, justamente por ser trabalhoso e específico, acaba sendo terceirizado e é feito por uma consultoria de RH. "Como as empresas querem um trabalho muito bem feito, o processo de seleção, incluindo o contato final com os candidatos, é feito por consultorias. Elas não deve jamais se eximir da responsabilidade, mesmo porque é seu nome e o nome da empresa que estão em jogo. A consultoria é feita de candidatos, é uma via de mão-dupla", acrescenta Izabel.

A Crossing é uma consultoria que faz questão de dar feedback para todos os candidatos que participam do processo. Segundo Regina Scaciotti, sócia-diretora da empresa, todas as pessoas que são dispensadas de algum processo na Crossing são avisadas por e-mail, sendo que os candidatos que chegam na fase final, para apresentação à empresa-cliente, recebem a resposta por telefone, de forma mais personalizada. "O candidato tem o direito de saber como foi o processo, independente do nível que ele está e do cargo que ele pretende. E a consultoria deve sempre dar um retorno, por ética e pelo respeito aos seus clientes", afirma a consultora.

Izabel Failde lembra que a falta de retorno aos candidatos pode gerar uma imagem ruim da empresa. O profissional pode pensar em nunca recomendar os serviços de uma empresa que não lhe deu resposta alguma. Regina concorda e afirma que a falta de retorno pode fazer com que a empresa perca um grande talento. "Qualquer pessoa questionaria a seriedade e o profissionalismo de uma consultoria ou organização que não informa aos candidatos sobre o andamento do processo. Se, mais tarde, esse profissional que não foi contatado for o perfil procurado, vai ser bem mais difícil dele aceitar a vaga, já que já sabe como a empresa trabalha", alerta Regina.

Com o suporte de uma consultoria, as empresas geralmente recebem apenas os três melhores currículos, o que adianta e muito o processo de seleção, já que elas não precisam fazer as entrevistas e nem se preocupar com o feedback, que seria, ao menos teoricamente, responsabilidade da consultoria. É assim que funciona no Grupo Racine, empresa de qualificação profissional e serviços na área da saúde. Lívia Maria Amaral Moraes, assistente de RH da empresa, explica que a consultoria faz a seleção e os três melhores candidatos continuam no processo.

Lívia opta por dar resposta para esses candidatos por telefone. "Com o telefone fica uma conversa mais pessoal, eu acredito que enviar uma mala direta falando que o candidato não foi escolhido generaliza demais o processo e o candidato em si". A profissional de RH diz que só fala sobre as deficiências do candidato se ele perguntar. "Posso até indicar o que ele pode melhorar, mas depende da pessoa querer saber ou não", afirma Lívia.

Ao contrário do Grupo Racine, na Astra, fabricante de artefatos plásticos residenciais, o processo seletivo é feito todo internamente, com direito a carta para os candidatos que são eliminados. Ovídio Rodrigues, gerente de Recursos Humanos da empresa, explica que os processos geralmente começam com 50 candidatos, mas 25 já são eliminados na primeira etapa, que é o exame psicotécnico, e recebem a carta agradecendo a participação. "Com a carta temos a certeza de que o candidato recebeu a mensagem e não há necessidade de atender telefonemas de candidatos desinformados", afirma Ovídio. A empresa utiliza três tipos de carta, sendo que cada uma tem sua finalidade e público específico:

  • Primeira carta: o objetivo é agradecer a participação, mas sem dar esperanças para o candidato, que não tem o perfil esperado pela empresa
  • Segunda carta: voltada para o profissional que não foi escolhido desta vez, mas que tem chances de participar de novos processos na empresa
  • Terceira carta: este é o caso do profissional que ficou entre os primeiros candidatos e por muito pouco não foi o escolhido. A carta mostra isso e deixa ele preparado para ser chamado assim que surgir uma nova oportunidade

Enfim, por carta ou por telefone, é essencial dar uma resposta para o candidato, agradecendo pela participação e deixando claro que ele poderá participar de novos processos na empresa. É uma atitude muito simples, que pode contribuir para uma boa imagem da sua empresa no mercado. Confira dois modelos de carta que a consultoria Crossing utiliza em seus processos seletivos:

 

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