Relacionamentos e negócios (08.05.07) Por Maria Paula Bartolozzi Astrauskas*
Já foi comprovado por vários estudos e pesquisas que o trabalho em equipe é uma das principais características das atuais gestões, e para isso é preciso investir nas relações humanas.
A partir daí defendo a tese de que a valorização das pessoas que estão inseridas na organização dá-se quando sua administração consegue gerar e manter a motivação no ambiente de trabalho desenvolvendo a habilidade da comunicação e a auto-estima, isto porque qualquer organização é composta por pessoas e, ainda que pareça óbvio ou simplista, o relacionamento interpessoal e social é permeado pela diversidade dos seres humanos, com suas características individuais, cada qual com seus sentimentos, desejos e receios.
Esta valorização deve ser praticada pelos líderes, independentemente de seu cargo dentro da organização, pois líderes são aqueles que conseguem influenciar equipes por meio de seu estilo de atuação, obtendo não só um bom desempenho mas também o comprometimento.
A valorização em questão pode acontecer facilmente com a realização de reuniões, com a prática do saber ouvir e compartilhar idéias, com a transparência no estabelecimento de metas e acompanhamento das mesmas.
Os principais conflitos surgem quando uma equipe é composta por pessoas que possuem estilos e necessidades diferentes, aí sim o líder tem que ter habilidade para conhecer individualmente quem faz parte deste grupo e proporcionar conversas e estímulos individuais, a fim de obter um bom resultado final.
Temos que levar em consideração também as variáveis da própria organização, em que estão inclusos o clima, a cultura e normas da empresa.
Mas, sobretudo, a solidariedade, quando exercida pelo alto nível da direção, influenciará positivamente na produtividade dos grupos, refletindo no bom relacionamento interpessoal.
Havendo dificuldade seja por parte do líder ou do liderado, nada como a observação atenta do convívio social e as experiências compartilhadas dentro da empresa para indicar a necessidade de melhorar as relações internas da organização.
Seguem algumas dicas:
Saber ouvir, ou seja, receber a mensagem e interpretá-la adequadamente. E o mais importante: ouvir sem preconceito o outro e não ouvir apenas o que se quer ouvir.
Saber transmitir, falar, sinalizar a mensagem para que ela seja adequadamente interpretada por quem a receba.
Saber a hora certa de elogiar, dar feedback construtivo e avaliar a performance individual e grupal.
Estar disponível para desenvolver pontos fracos e fortalecer os pontos fortes, estimulando-a ao crescimento.
O trabalho do administrador/líder é, mais do que nunca, uma prática social, uma capacidade de viver juntos e em harmonia e cooperação com todos os atuantes da empresa.
* Maria Paula Bartolozzi Astrauskas é psicóloga, pós-graduada em Administração e consultora de Recursos Humanos da Siegen.
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