<O segredo do sucesso virtual

<por Renata Marucci

O boom da Internet e os milhões de dólares disponíveis para serem gastos por empresas digitais despertaram a atenção e aguçaram a ambição de muitas pessoas, inclusive daquelas que já possuíam estabilidade no emprego. Muitas aceitaram a participar da aventura pelo mundo da web.

Com o passar do tempo e com a escassez de dinheiro muitos sonhos transformaram-se em pesadelo, mas ainda há boas possibilidades na rede mundial de computadores.

O segredo para evitar erros e aproveitar bem essas oportunidades é " estabelecer metas e não esperar lucro imediato" afirma Francisco Rodrigues de Freitas Junior, consultor do SEBRAE-SP e especialista em informática. “Para isso, o mais importante é fazer um estudo da viabilidade econômica do projeto”, completa Júlio Nakamura, diretor de investimentos da Nexxy Capital. "Aposte em comércio eletrônico e abuse de recursos interativos como e-mail, fórum e chat”, diz Francisco. Para ele, a ansiedade leva algumas pessoas a passar por cima de estágios que devem ser desenvolvidos antes da implantação total do site.

Perfil ideal

Com base nas dezenas de planos de negócios recebidos mensalmente, os analistas do fundo de investimento Nexxy Capital Research puderam traçar um breve perfil do candidato a empreendedor digital.

Os homens são a maioria dos interessados em criar um negócio próprio na web. Cerca de 93% dos planos enviados à empresa tiveram autoria masculina, sendo que 50% desses artistas têm menos de 30 anos. Além disso, 47% dos planos enviados são de sites de conteúdo e 37% de comércio eletrônico.

Veja aqui histórias de projetos que deram certo e também tudo o que você precisa saber para fazer parte do time dos vencedores digitais.
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Astral guia negócio virtual

O portal esotérico Estrela Guia, por exemplo, nasceu modesto e já vem conquistando uma parcela importante do mercado. Ao perceberem o crescimento da Internet, os 4 sócios vislumbraram grandes possibilidades de negócio e resolveram que não podiam e nem queriam ficar fora do mundo digital. As primeiras conversas aconteceram em fevereiro. O problema inicial era a falta de idéia sobre o que fazer de diferente na rede mundial de computadores.

“Além disso, não conhecíamos muito bem o mercado digital. Estávamos trabalhando e faltava tempo para pesquisar e estudar mais o assunto”, conta Marco Raduan, um dos sócios-diretores.

Entre uma conversa e outra, ao pensarem na viabilidade do projeto, já tinham como certo que o negócio deveria começar aos poucos e não poderia depender de tecnologia muito avançada, para não ficar muito caro. Em abril surgiu a idéia do portal esotérico, pois não havia muitos concorrentes.

“Além disso, o mercado esotérico é grande. É só perceber o hábito do brasileiro, mesmo antes da Internet. Grande parte da população lia e lê diariamente o horóscopo nos jornais, livros e nas revistas" diz Marco. Assim, o modelo de negócio escolhido foi a terceirização. O Estrela Guia tem uma equipe interna bastante enxuta e alimenta o conteúdo por meio de parcerias.

No ar desde setembro do ano passado, o portal já tem mais de 30 mil cadastros, sem nunca ter feito campanha de marketing. A divulgação do Estrela Guia é feita por meio da mídia, que divulga as novidades do portal, e também de marketing viral, o famoso "boca-a-boca".

“No momento, estamos revendo o planejamento estratégico. Estabelecer metas com base na receita é a nova ordem", conta Raduan. Os planos incluem criação de novos produtos, novas áreas e parcerias estratégicas.

B2B faz investidor acreditar em empreendedora

Você já pensou que o seu trabalho atual pode ser o pontapé inicial para montar um negócio na Internet? Isso foi o que aconteceu com a empreendedora e sócia da WebQuímica, Gisela Petrovitch. Ela trabalhava como prestadora de serviços de marketing para empresas do setor químico.

A idéia de desenvolver um site B2B (Business to Business), de comércio eletrônico entre empresas, nasceu quando Gisela percebeu que o setor tinha dificuldades em encontrar produtos e fornecedores. “As empresas ficavam escondidas e além de não disponibilizar informação, o acesso a elas era difícil”, conta.

O projeto foi desenvolvido junto com o marido e sócio Walter Romano. A verba necessária era grande, pois um portal B2B envolve, além dos custos comuns a sites de conteúdo, gastos pesados com tecnologia e uma boa equipe comercial.

A proposta foi enviada para a Nexxy, com o objetivo de obter investimentos financeiros. A empresa viu grandes oportunidades no projeto da WebQuímica e contribuiu com a idealização do portal, além do investimento necessário.

No ar desde agosto de 2000, a WebQuímica conquistou a simpatia e a confiança da indústria química e já conta com clientes de peso como Petrobrás, Akzo Nobel e Univen.

Veja aqui como montar seu negócio na Internet