Opção pelo curso de mestrado ou doutorado deve ser feita com cautela
por Camila Micheletti

Fazer ou não fazer um curso de especialização, eis a questão. Os atrativos são muitos: aumento de salário após o término do curso, currículo mais valorizado pelas empresas, possibilidade de seguir carreira acadêmica... Mas os riscos também são um tanto altos: além de ser muito caro (os valores para um MBA, por exemplo, podem ir de R$ 8 mil a R$ 22 mil, em uma faculdade de renome), também é um projeto que requer dedicação constante, disponibilidade de tempo e muito, mas muito estudo.

A escolha do curso deve ser feita de forma mais criteriosa após um anúncio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que divulgou a lista de cursos de mestrado reconhecidos pelo MEC. A Instituição faz um alerta aos interessados em participar de cursos de mestrado ou doutorado oferecidos por instituições estrangeiras no Brasil, de forma isolada ou associada a instituições de ensino superior brasileiras.

Em entrevista ao Jornal A Tribuna, de Santos/SP, Isaac Roitman, diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do MEC afirmou que o problema começou no final da década de 90, quando as faculdades começaram a oferecer este tipo de serviço, que não é validado pelo Ministério. "Então, desde 2001, quando foi publicada a Resolução Nº 2 do Conselho Nacional de Educação, as entidades estão proibidas de admitir novos alunos", explicou.

O requisito é imprescindível inclusive para as instituições portuguesas, uma vez que o Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta firmado com Portugal, por ocasião do 500º Aniversário do Descobrimento, não contém qualquer disposição de reciprocidade para que as instituições sediadas no território de uma das partes estendam sua atuação ao solo da outra.

Segundo a reportagem do jornal, há 9 mil pessoas no Brasil com diplomas sem reconhecimento, envolvendo diplomas de universidades do exterior e de entidades nacionais sem habilitação. "Destes, 800 mandaram toda a documentação necessária para que encaminhássemos às universidades federais para avaliação e, possível, validação. O MEC já concluiu 200 pedidos. Apenas um diploma foi reconhecido", afirmou Isaac à Tribuna.