É possível compatibilizar qualidade de vida com estes tempos loucos em que estamos vivendo ?
por Marco Aurélio Ferreira Vianna*
É possível compatibilizar qualidade de vida com estes tempos loucos em que estamos vivendo? Como ser feliz e competitivo ao mesmo tempo? Como vencer a ansiedade e a perplexidade com nível adequado de equilíbrio humano?
O caminho é difícil, além de complexo e desafiante. Mas, acima de tudo, é possível . A prova cabal de sua viabilidade está demonstrada na enorme quantidade de pessoas que conseguem chegar ao pódio dos campeões sem trazer consigo o ranço do estresse, da angústia e da infelicidade. Chegam lá felizes. É claro que do outro lado existe um número muito grande - talvez até maior - de pessoas competitivas e neuróticas, que ganham, junto com o sucesso, o vício do alcoolismo ou das drogas, a safena, um enfarte ou a família desagregada.
Exatamente pelo simples fato de existir esses dois pólos, é possível que se tente estabelecer o perfil de cada extremo. Sem a menor pretensão de síntese, a seguir alguns atributos utilizados por triunfadores e felizes:
Amor ao trabalho
Quanto mais o trabalho é feito com crença, comprometimento e paixão, mais suave fica a relação do homem com sua própria criação profissional. Quando perguntaram ao Jô Soares como ele se sentia trabalhando para produzir um livro de 400 páginas paralelamente às suas intensas atividades, ele respondeu de imediato: "Trabalhar? Quem disse que eu trabalhei para produzir um livro? Eu me diverti enquanto escrevia".
O doutor Ivo Pitanguy afirma constantemente: "Não tenho uma profissão, tenho uma missão, que é fazer as pessoas mais felizes. Razão do meu sucesso? Amo o que eu faço". Oscar Schimdt, reconhecido por sua persistência e dedicação ao trabalho, sempre alardeia: "Só tenho que agradecer a Deus. Ele me permite ganhar dinheiro fazendo aquilo que mais amo, jogar basquete". Portanto, uma primeira conclusão: transforme o seu trabalho em uma fonte inesgotável de prazer, da maneira mais corajosa que você puder, quebrando todos os paradigmas.
Disciplina
Os triunfadores felizes estabelecem de maneira até rígida alguns limites para suas atividades profissionais. Em realidade, eles tomam a frente do planejamento de suas vidas e sentem-se donos de si próprios. Competitivos neuróticos perdem as rédeas e passam a ser comandados por uma "máquina externa cruel e impiedosa".
Auto-recompensa
Quem caminha no sentido do equilíbrio usa o conhecido pensamento: "trabalho para viver e não vivo para trabalhar". Se trabalho muito, o meu esforço deve ser recompensado por atividades que me proporcionem um grande prazer. Das férias com a família ao hobby do cinema, das culinária no final de semana às sessões de jazz, o "eu" não pode ser abandonado. Nesse caminho, não é o trabalho pelo trabalho nem o poder pelo poder que estabelecem os critérios de recompensa para o ser humano.
Atividades físicas
A prática comprova: quinze minutos diários de meditação, pausas para sessões de respiração e pelo menos cinco longas caminhadas semanais geram a paz e a endorfina milagrosas no processo da reenergização constante e consistente. No outro extremo, o fumo, o álcool e a comida em exagero detonam ainda mais o físico combalido.
Pacto com a família
Crie com a família um ambiente amigável no trabalho. Discuta, converse, troque opiniões. Não deixe que sua atividade profissional seja o monstro que separa o pai do filho. Aproxime sua família do trabalho e tente mostrá-lo como estratégia de crescimento, e não como um castigo dos deuses. Demonstre que o trabalho é uma forma humanamente correta de levarmos adiante nosso missão terrena. E lembre-se sempre que muito pior do que seu concorrente mais competitivo é uma família inimiga do trabalho.
*Marco Aurélio Ferreira Vianna é escritor, consultor e Presidente do Instituto MVC Estratégia e Humanismo
Texto retirado do site Marketing Pessoal