Troca justa
por Izabel Cristina

Depois de trabalhar em multinacionais e empresas de grande porte, muitos profissionais trocam o emprego dos sonhos por cargos em empresas de menores. Mas, afinal, o que leva um executivo a trocar uma multinacional por uma empresa menor?

"Numa multinacional, o profissional é responsável apenas por uma área específica, enquanto numa empresa de pequeno porte ele terá uma visão mais completa do negócio", afirma a gerente de assessoria de gestão em Recursos Humanos, Cristiane Gonçalves, da KPMG Consultores.

O gosto pelo desafio, a possibilidade de obter uma visão do funcionamento e dos processos dentro da empresa, a responsabilidade de liderar equipes menores e controlar todas as áreas são os principais atrativos para aqueles que decidem trocar uma opção aparentemente mais vantajosa por outra.

"Para o executivo é um verdadeiro desafio, uma oportunidade para colocar a ‘mão na massa mesmo’ e lidar com as diversas áreas que compõem uma empresa", complementa Cristiane.

O sucesso no novo empreendimento dependerá das expectativas do executivo diante da nova função. Numa multinacional de porte, apesar de não ter uma visão do todo, o profissional estará atuando numa instituição que poderá dar-lhe uma exposição internacional, oferecerá uma estrutura maior e terá um pacote de benefícios que uma pequena empresa não poderá oferecer.

"A frustração pode acontecer. O profissional que não estiver preparado para essa nova realidade sentirá o impacto pela diferença de investimentos, pela redução estrutural e pela perda de benefícios, como a ausência de equipamentos, de funcionários e em alguns casos, de projeção diante do mercado", explica Cristiane.

A satisfação dependerá do perfil do executivo, das expectativas, das metas e dos desafios que deseja enfrentar. O profissional precisará avaliar qual é o melhor caminho para dar início a esse novo estágio em que está sua carreira. Seja numa multinacional de grande porte ou numa empresa pequena, a realização estará diretamente associada aquilo que o empreendedor quer, segundo sua mente, corpo e alma, para sua carreira profissional.

A fase de transição não é definitiva. Muitos executivos atuam ora numa multinacional, ora numa pequena empresa. Cabe a cada um estabelecer as prioridades que o norteiam a optar pelas alternativas existentes.