Como garantir seu emprego diante da terceirização

Veja as dicas para sobreviver a um processo de outsourcing

A terceirização soa como um verdadeiro pesadelo aos ouvidos dos funcionários das grandes empresas. Temido por levar à demissão parte dos colaboradores, o outsourcing causa medo e dúvida com relação à estabilidade dos empregados mais antigos e fiéis de uma organização.

Diante deste quadro, tornar-se uma peça-chave para as atividades da companhia é essencial à sobrevivência de qualquer funcionário, seja ele de alto ou baixo escalão. “Sua importância dentro da empresa é determinada pelo valor agregado à estratégia da organização”, revela Kelly Christina Ribeiro, country manager da Arinso, consultoria global especializada em tecnologia para Recursos Humanos.

Segundo a executiva, a qualidade na execução das tarefas é justamente um dos principais motivos pelos quais as empresas optam por terceirizar. Além de obter melhor performance por conta da tecnologia empregada em um processo de outsourcing , as operações passam a ser conduzidas por pessoas melhor qualificadas e especializadas em determinada função. “Por este motivo, os colaboradores que se recusam a se atualizar e não percebem que uma nova dinâmica tomou conta dos serviços serão sempre os primeiros a se tornarem dispensáveis”, explica Kelly.

A saída para driblar a situação é incorporar as mudanças estabelecidas pelos novos processos e procurar tirar proveito das novidades trazidas pela terceirização. “O fundamental é desempenhar uma atividade estratégica ou que esteja no foco principal de atuação da empresa, pois um empregado que desempenhe funções meramente operacionais provavelmente terá poucas chances de garantir seu emprego”, ressalta.

Para ela, se comportar de forma reativa é sempre o pior caminho. Isso porque quando uma empresa decide terceirizar, provavelmente todos os benefícios já foram avaliados pela direção e o processo dificilmente terá volta. “Não adianta remar contra. Ter uma atitude negativa só reforça a demissão por parte da empresa e a não contratação por parte de quem está terceirizando”.

Outra dica da country manager da Arinso é buscar espaço em empresas que tenham como negócio o serviço desempenhado pelo profissional. Por exemplo, é melhor para um pedreiro trabalhar em uma construtora, e não subordinado a serviços gerais de uma outra empresa. Isto aumenta as oportunidades de crescimento e faz com que o conhecimento do profissional seja mais valorizado.

“Acredito que os funcionários devem ter paixão pelo que fazem, mas o tempo de ‘vestir a camisa' já se foi. Os colaboradores de hoje precisam compreender que as empresas exigem perfeição, profissionalismo e agilidade, e por isso precisam sempre investir no aprimoramento contínuo”, conclui a executiva.

Dicas:

  • Ter uma atitude negativa é totalmente desaconselhável, pois apenas reforça a demissão por parte da empresa e a não contratação por parte de quem está terceirizando.
  • Não relute em aceitar as novas metodologias impostas pela terceirização. Mostre-se sempre aberto para incorporar as mudanças e aprender como funcionam os novos processos.
  • Procure aproveitar os programas de capacitação oferecidos pela empresa.
  • Mantenha-se envolvido com atividades estratégicas dentro da empresa, pois as funções meramente operacionais são totalmente dispensáveis diante da terceirização.
  • Busque espaço em empresas cujo principal negócio seja a sua especialidade. Isto aumenta as oportunidades de crescimento e faz com que seu conhecimento profissional seja valorizado.