Vivenciando o treinamento
por Daniele Aronque
Esqueça as salas de aula, transparências e horas de teorias e mais teorias. A nova onda das empresas são os treinamentos ao ar livre, com trabalhos em equipe, superação constantes de desafios, além de atividades radicais e brincadeiras de criança!
Desenvolvido num primeiro momento para tirar os executivos de seus escritórios sérios e sisudos, mostrando que o trabalho de dirigir uma equipe exige mais que conhecimentos teóricos, os programas "interativos" atingem hoje todas as camadas gerenciais das empresas e, algumas vezes, todos os funcionários de uma equipe.
Os cursos, que geralmente têm duração de três dias, misturam o aprendizado da sala de aula com várias atividades em grupo ao ar livre, que ajudam a desenvolver o espírito de equipe, conhecer e superar dificuldades inesperadas, compartilhar experiências e acreditar no próprio potencial.
Esse tipo de programa, muito comum nos Estados Unidos e na Europa há mais de 50 anos, chegou ao Brasil por volta de 1992 junto com os executivos das multinacionais. Uma da empresas pioneiras nesse trabalho foi a Dinsmore Associates, consultoria que atua nos Estados Unidos, África e América Latina. Eles foram os primeiros a criar uma marca - o teal® (Treinamento Experiencial ao Ar Livre) - que tornou o estilo de dinâmica mais conhecido no mercado nacional.
Cada programa é montado de acordo com as necessidades do cliente e com as características do grupo de participantes - nenhum é igual ao outro e todos são personalizados para atingir objetivos pré-estabelecidos. "Sempre digo que são as pessoas que fazem os programas, elas são os agentes ativos das atividades e são elas que vão se utilizar das experiências e dos resultados obtidos - aprender fazendo e vivenciar o aprendizado são as metas mais importantes", explica o vice-presidente da Dinsmore Associates, Marvin Hirsch.
O lema do "outdoor training" é superar os limites e saber superá-los em equipe. As atividades, por mais radicais que possam parecer (como subir em árvores, fazer coisas com os olhos vendados, construir pontes etc), não trazem perigo algum e muitas vezes os próprios monitores propõe mais regras e desafios para estimular as "brincadeiras".
Depois de cada tarefa, os participantes discutem seus erros e acertos, adaptando sua atuação para o dia-a-dia da empresa. Como cada vez mais a pressão pela busca de resultados aumenta, esse tipo de dinâmica mostra, por meio de experiências marcantes, como dirigir e melhorar o desempenho de cada um dentro do ambiente de trabalho.
"A superação dos desafios nos treinamentos fortalece a pessoa e mostra que o trabalho em equipe é mais que um facilitador - ele é fundamental! Posso dizer que a maioria dos participantes, e já treinamos cerca de 20 mil pessoas, saem maiores, mais confiantes e um pouco mais sábios do que entraram", finaliza Hirsch.