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Você vale o quanto pensa? por Daniele Aronque Em época de crise, é difícil saber quanto vale o trabalho que se está fazendo, qual a melhor proposta a ser feita no processo seletivo ou se está na hora de rediscutir as formas de remuneração que a sua empresa oferece. |
Antes de qualquer ataque, pedidos ou novas propostas salariais, é recomendável fazer aquela tão adiada e odiada auto análise. Pare um pouco e se pergunte, será que você é tudo aquilo que pensa, ou melhor, será que você é o tipo de profissional que o mercado está buscando?
Para Laerte Leite Cordeiro, presidente da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos, antes de mais nada, é preciso que o profissional conheça bem seu nível de empregabilidade. "Hoje em dia não é só a competência que conta pontos, mas também a capacidade de preencher os requisitos exigidos pelo mercado", explica.
Mas como saber o que se espera dos profissionais se os padrões hoje mudam a cada minuto? Permanecer alerta a tudo que está acontecendo ao seu redor é a palavra de ordem no mercado hoje, analisa Laerte Cordeiro.
"Ficar atento à pesquisas de mercado sobre médias salariais, saber as características dos profissionais mais procurados pelas empresas (em anúncios de jornais ou consultorias), e manter uma boa rede de contatos e informações com amigos e colegas de trabalho são boas saídas para se manter informado e ter uma boa noção de quanto o seu passe está valendo no mercado", diz o consultor.
Produtividade em alta
Foi-se a época dos grandes salários fixos no final do mês! Hoje, mesmo procurando pelos profissionais mais competentes, as empresas querem garantias que terão um retorno de seu "investimento".
Segundo Jorge Alberto Viane, diretor de performance de remuneração da William M. Mercer Consultoria, ninguém dá mais garantias para um executivo que não traz resultados para a empresa. "Já é uma realidade no Brasil os contratos por desempenho, com ganhos de acordo com a produtividade e com as metas atingidas', diz Viane.
Por isso, você pode considerar esse modelo como uma alternativa na hora de propor suas exigências salariais na entrevista de seleção. Fazer uma análise salarial partindo do valor bruto do pagamento mensal é algo que tende a se extinguir em pouco tempo. Com essa nova onde de ganhos por produtividade, as empresas estão apostando também nos pacotes de benefícios para atrair e selecionar seus novos profissionais.
Além de um salário base (que também pode variar de acordo com a produtividade), existem prêmios para as metas atingidas, stock options, participação nos lucros e muitos outros benefícios que variam conforme a empresa.
É claro que esses pacotes de benefícios são um incentivo para que os executivos trabalhem pelo crescimento da empresa, mas de olho nos crescentes ganhos que isso pode trazer para seus rendimentos. "Hoje o posicionamento das empresas mudou e há um maior alinhamento entre os interesses do funcionário e do empregador. E todos saem ganhando com isso", finaliza Viane.